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        <title>Jornal - ~Matsumoto-Ann</title> 
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        <description>AnimeSpirit a sua Comunidade de Animes</description>
        <pubDate>Thu, 21 Aug 2008 16:08:02 -0300</pubDate>
        <language>pt-br</language>
        <copyright>Copyright 2001-2008 AnimeSpirit</copyright>
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                    <title><![CDATA[Traição do Sangue]]></title> 
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                    <pubDate>Thu, 26 Jun 2008 09:33:21 -0300</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/63119,1214483601.jpg" alt="" width="286" height="400" border="0" /></div><br />
Esse conto é da Marion Zimer Bradley, uma altora que adoro...<br />
quando terminei de ler logo pensei... tenho que achar ele na net e colocar em um jornal...<br />
esse conto fuica pra voces minhas duas filhotas lindas... Beltante e Deh, e pras minhas netas maravilhosas... Chika e Cris&#33;&#33;<br />
<br />
<br />
<div align="center">TRAIÇÃO DO SANGUE</div><br />
<br />
<div align="justify">Todas as noites, enquanto a escuridão envolvia o Castelo di Speranza, a pequena Condessa, Teresa, descia para tripudiar sobre o prisioneiro. Havia formalidade nessa visita, tão estilizada quanto os movimentos de algum sacerdote pagão celebrando algum ritual antigo diante do altar.<br />
Primeiro, ela dispensava todos os criados, até mesmo o surdo-mudo Rondo, que lhe obedecia como um cão treinado. Depois, a cada noite, machucando outra vez as frágeis mãos no aço, ela puxava os ferrolhos de seu quarto, prendia as trancas de cada janela. Se algum observador mítico pudesse se esconder por trás das cortinas, perceberia uma coisa estranha: em cada ferrolho de metal, inscrito de forma tosca e meticulosa por mãos que não estavam acostumadas a esse trabalho, havia o sinal da cruz.<br />
Ela se ajoelhava por um momento diante do oratório de carvalho, cruzando os dedos sobre as contas; era um mero hábito, pois há muito que deixara de rezar. O espelho no outro lado do quarto exibia o seu vago reflexo, um padrão indefinido de preto e branco; os cachos pretos dos cabelos aninhavam-se em renda fina, o preto de um vestido de luto cruzado pelos dedos das mãos alvas sobre as contas de marfim, o rosto - encovado até a brancura dos ossos, de alabastro - marcado pelas sobrancelhas pretas.<br />
Um rosto feito para a ternura e o amor, mas agora impiedoso e cruel, os olhos irradiando ódio, a boca suave contraída para uma linha fina e pálida. Uma santa, transformada pelo tormento duplo do pesar e da vingança jurada contra um demônio das profundezas.<br />
Levantando-se e largando as contas, a Condessa ergueu a tampa de um baú todo lavrado, tirou um chicote de couro trançado com três pontas. Em cada extremidade havia pedaços de aço afiado; o couro era enegrecido e nos pedaços de aço havia manchas opacas, de um marrom-avermelhado. Ela tocou com as pontas dos dedos no aço e retirou a mão no mesmo instante; o aço afiado lhe tirara sangue. Deu de ombros, ignorando a dor. Na pega de couro do chicote, toscamente cortado por uma faca inábil, havia também o sinal da cruz.<br />
Não houve nenhum rangido quando ela puxou a tranca do painel secreto. Aquela porta era mantida sempre oleada, em perfeitas condições. Com uma vela levantada por uma das mãos, a Condessa desceu a escada, tão silenciosa quanto sua própria sombra, as saias varrendo teias recentes e fazendo com que pequenas aranhas corressem para as rachaduras na pedra.<br />
O cheiro salobro de águas subterrâneas estagnadas subiu ao seu encontro. Houvera um tempo em que suas narinas delicadas tremiam a esse cheiro, mas isso pertencia ao passado distante. Ela própria mal percebia como mudara, como deixara de ser aquela jovem com medo de cada sombra, os dedos frágeis sangrando da luta com os ferrolhos enferrujados, que descera pela primeira vez aqueles degraus, em desespero e terror.<br />
Ela parou por um instante e suspirou. "Por que estou indo?", indagou, quase em voz alta. Como um eco das profundezas úmidas, houve um sussurro e um suspiro: "Venha."Duas voltas da escada sinuosa, e ela entrou num corredor arqueado, iluminado pelo tênue luar que se filtrava através de longos poços de ventilação, construídos há muitos séculos. Havia na passagem os remanescentes de uma época mais sombria: barras de ferro enferrujadas de uma roldana ainda sugeriam a estrapada, barras cruzadas como um divã duro, o sombrio olhar verde-bronze de uma Dama de Ferro. A Condessa mal olhou para essas coisas, que outrora a faziam estremecer; agora, pareciam amigas familiares. Até aventou por um instante uma possibilidade - podiam ser restauradas - antes de virar a última curva na passagem, parando diante de uma grade de aço que se erguia do chão ao teto em arcada. Pegando a chave grande na argola pendurada em seu cinto, ela abriu a grade e passou.<br />
Boa noite, Condessa. - disse o homem acorrentado à parede.<br />
A Condessa inclinou a cabeça.<br />
- Também lhe desejo uma boa noite, senhor. - respondeu ela, em sua voz melodiosa, cuja modulação era um hábito tão profundamente arraigado que nem mesmo a transformação de donzela em demônio podia alterar.<br />
Ela contemplou o homem à sua frente; os braços estavam envoltos por punhos de ferro, presos à parede por correntes compridas, que passavam por uma argola ali. As pernas também se encontravam contidas em argolas de ferro nos tornozelos, unidas por uma corrente. Uma camisa branca esfarrapada e um culote de couro com manchas escuras constituíam toda a sua vestimenta; quando ele inclinou a cabeça, no entanto, os cabelos louros refletiram o brilho da vela e a sombra instável na parede de pedra parecia ter asas largas.<br />
A mulher, mantendo-se cautelosamente além do alcance da corrente, examinou as feições do prisioneiro, suaves, afiladas, sutilmente sensuais. Quando ele tornou a levantar a cabeça, os olhos, ardendo com algum fogo estranho, encontraram-se com os da Condessa. E ele estremeceu, como se experimentasse alguma dor terrível.<br />
O longo olhar foi quase como o de um amante. A Condessa ficou outra vez abalada pela estranha beleza do homem acorrentado. Beleza? Uma palavra insólita, mas era mesmo beleza, a beleza de uma águia irrequieta engaiolada, batendo as asas com o intenso desespero e a agonia de sua ânsia inumana. Mas o homem baixou os olhos, primeiro, embora houvesse uma insinuação de escárnio em sua voz quando falou:<br />
Está linda hoje, Madonna. Lamento não </div>poder beijar sua mão.<br />
Um espasmo de emoção indefinível pareceu convulsionar o rosto da Condessa.<br />
- Pode beijar, se quiser. - disse ela, bruscamente.<br />
E estendeu os dedos delgados, esfolados e sangrando. Era um gesto zombeteiro, mas ele pegou a mão estendida e baixou a cabeça para encostar os lábios. Depois, abruptamente, debateu-se como se uma súbita loucura o possuísse, as mão acorrentadas apertando o pulso da Condessa, puxando a mão dela para seus lábios, avidamente. Num gesto rápido, ela levantou o chicote com a mão livre e desferiu um único e brutal golpe. O homem encolheu-se e nesse instante a Condessa voltou a ficar longe de seu alcance, os olhos flamejando.<br />
- Eu tinha esquecido - zombou ela. - É lua cheia e você... está com fome.<br />
Ele permaneceu derreado nas correntes, sem se dar ao trabalho de responder à provocação. Só depois de um longo tempo é que murmurou:- Ah, a lua cheia de novo... Não tem pesadelos, Madonna?<br />
Ela estremeceu como se afastasse a lembrança, mas disse em voz firme:<br />
- Eu me considero afortunada se você não puder me causar mais mal do que isso... provocar-me pesadelos&#33;<br />
Um espasmo de repulsa contraiu os lábios da Condessa. Subitamente ela recuou, levantou outra vez o chicote e gritou, em voz retumbante:<br />
- Angelo, Conde Fioresi, alimentou-se de sua última vítima... Vampiro&#33;<br />
Ela soltou uma gargalhada.- Por três meses mantive-o acorrentado, observei suas forças diminuírem e sua fome diabólica aumentar&#33;<br />
No mesmo instante ele sacudiu freneticamente as correntes, mas o esforço foi débil e logo desistiu, exausto, encostando-se na parede.<br />
Houve um tempo em que você poderia romper essas correntes, - comentou a Condessa, num triunfo cruel - se eu não tivesse esculpido a cruz em cada grilhão&#33; Agora, acho que até mesmo correntes comuns poderiam contê-lo&#33;<br />
Ele deu um impulso com as mãos para se empertigar, murmurando:<br />
- Madonna, minha vida está à sua mercê; pode encerrá-la quando quiser. Ninguém poderia culpá-la, se me matasse. Mas porque sente prazer em me atormentar?<br />
- Precisa perguntar? - gritou ela, numa voz estridente e angustiada, o último resquício da jovem que fora apenas três meses antes. - Você, que veio a este castelo como meu pretendente, enganando meu pai ao se apresentar como neto de seu mais antigo amigo? Quantas vezes ele falou a seu respeito, dizendo que sentia, quando estava em sua presença, que o amigo da juventude retornara dos mortos? Não podia imaginar a verdade que havia em suas palavras&#33;<br />
- Nada disso. Se quer contar outra vez essa velha e triste história, então relate a verdade. Não passa de invenção essa alegação de que volto dos mortos. Não morremos. Vivemos muitas vezes a duração da vida dos mortais, a menos que um acidente interrompa a nossa vida... ou... ou... sejamos privados por tempo demais de nossa outra fonte de vida.<br />
O rosto convulsionado da Condessa parecia tremer na semi-escuridão.<br />
- Que seja assim. Seu velho amigo, meu pai, adoeceu e morreu, depois foi meu irmão Rico, de uma doença que o fez definhar. E por último Cassilda, a irmã que me criou quando fiquei órfã, abandonada em terra profana... e ainda assim tentou casar comigo.<br />
- Madonna, chama-me de demônio<br />
...E pode negar? Pode afirmar que é humano, você que não tocou em comida ou bebida em todos esses meses desde que eu o trouxe para cá?<br />
- Admito que não sou um humano da sua espécie - murmurou ele, de cabeça baixa. - Minha raça é muito mais antiga do que a sua, Madonna, talvez criada antes que seu Deus concedesse o domínio à sua espécie. Como alguns animais, nós vivemos... depois que passamos da juventude... apenas pelo sangue de coisas vivas. Até completar trinta anos, eu me julgava como os outros homens. Seja como for, Condessa, eu não matei sua família. E que diferença isso faria? Seu irmão mais velho, Stefano, foi morto num duelo com o senhor de Monteno, mas apesar disso os Monteno são recebidos como hóspedes de honra aqui em Castelo di Speranza. Eu não sabia... - Ele pareceu subitamente se contorcer em dor. - Eu não sabia que a morte já se encontrava em sua família quando cheguei aqui.<br />
- Está mentindo&#33;O chicote assobiou pelo ar e foi atingir o homem no rosto e peito. Ele soltou um grito rouco, e um sorriso cruel estampou-se no rosto da moça.<br />
Sinto alegria em saber que você pode sofrer&#33; - exclamou ela. - Sofra como eu sofri&#33;<br />
A chicotada arrancara sangue; ela olhou para as gotas escarlates com um estranho sorriso de exultação.<br />
- Tome cuidado, Madonna - murmurou Conde Angelo Fioresi. - Eu procurava o sangue dos homens para não morrer; você vem procurá-lo por prazer.<br />
Ela levantou o chicote de novo, mas baixou-o sem desferir o golpe.<br />
- Por que não posso querer a sua morte? Por que ainda não o matei? Por que não posso livrar a doce terra do Senhor de uma coisa como você?<br />
- E por que tem pesadelos? - indagou ele, suavemente. - E por que houve um tempo em que me amou, Madonna? Seu Deus proibiu a vingança aos fiéis. Por que não pode me entregar à vingança Dele e ao inferno... ou à Sua misericórdia?<br />
Ela virou-se abruptamente e fugiu pelo corredor, subiu a escada em caracol. Os passos ecoavam pela noite. E Conde Angelo Fioresi, homem, monstro, Vampiro, o que quer que ele fosse, baixou o rosto para as mãos e chorou.<br />
A Condessa escancarou as janelas de seu quarto, estremecendo quando o vento noturno soprou o fedor da masmorra de suas roupas; teria se ajoelhado se as palavras do Vampiro não ardessem em seu coração; Deus proibira a vingança.<br />
O que me tornei?, ela perguntou a si mesma, atordoada. Deitou-se na cama enorme, mas temia dormir, tão intenso era o horror dos pesadelos que a dominavam. Era algum encantamento maligno do Vampiro que mantinha acorrentado, ela pensou; e, no entanto, tão profundo era o terror nas noites de lua cheia que ela não se atrevia a fechar os olhos. Permaneceu acordada, recordando como aprisionara a coisa maligna em forma de homem que agora mantinha na masmorra.<br />
Quando ele aparecera, mostrara-se bastante insinuante. Ela pensara a princípio que era a mão de Cassilda que ele desejava, pois a irmã era mais velha e mais bonita; e, no entanto, ele tratava Cassilda apenas com cortesia e gentileza. Era essa gentileza que ela agora não podia conciliar com os horrores. Quando o pai morrera, e o irmão em seguida, ela chorara.- Sou malfadada; você não pode me querer agora.<br />
Ele sorrira e respondera:<br />
- Talvez, quando se tornar minha esposa, o infortúnio se canse de seguí-la.<br />
Mas parecia que um encantamento maligno envolvia a todos eles naquela ocasião, pois houve mortes em toda a aldeia, como se fosse alguma doença misteriosa. Ao final, até mesmo Cassilda morrera, embora o capelão do Castelo, Padre Milo, escondesse o corpo de Teresa.<br />
Angelo a procurara naquele dia no lugar em que ela chorava, perto da capela - ela podia lembrar agora que ele nunca entrava na capela - o rosto bonito contraído no que parecia ser uma compaixão sincera. Seria de fato uma hipocrisia diabólica?<br />
- Teresa, Teresa, não posso suportar vê-la tão sozinha&#33;<br />
Agora ela se perguntava: o que teria acontecido se sucumbisse às súplicas de Angelo? Os sinais da cruz que ela fizera o mantinham imobilizado; ele seria capaz de casar? E, na verdade, ela não teria realizado Seu propósito ao prendê-lo no Sacramento?<br />
O Padre Milo, tenso e trêmulo em terror, levara-a para a capela naquela noite, fizera o sinal da cruz sobre ela. Pedira-lhe que sentasse num banco, enquanto ficava de pé à sua frente, o rosto contraído em angústia e horror. A princípio ela não prestara muita atenção às suas histórias incoerentes sobre estranhas mortes na aldeia, as marcas encontradas na garganta de seu pai e irmão, a insinuação de algum horror ainda pior envolvendo a morte de Cassilda. Só lentamente, incrédula, ela compreendeu o que o padre tentava explicar - que aquelas mortes era a obra de um Vampiro&#33;<br />
Mas isso não passa de superstição&#33; - protestara ela.<br />
O padre sacudira a cabeça.<br />
- Não, é obra do demônio, cometida por alguém em conluio com o demônio&#33;<br />
O rosto do sacerdote estava muito pálido e contraído. Gradativamente, palavra por palavra, ele a convencera. Mesmo assim, Teresa ainda hesitara em acreditar nas terríveis histórias - que o conde fora visto a voar sob a forma de um morcego da janela da velha torre, que uma santa mulher da aldeia sentira o cheiro de mortalha e caixão à sua passagem; mas quando finalmente se convencera, ajoelhara-se diante do padre, a raiva e o terror dominando seu coração.<br />
- O que se pode fazer?<br />
O Padre Milo respondera lentamente: A criatura deve morrer.<br />
- Só a morte não seria bastante&#33; - gritara ela, em angústia, o rosto tão branco quanto o véu de luto. - Estou lembrando... antes da noite de sua morte, Cassilda sentou ao lado da minha cama e chorou; e eu... eu não sabia o motivo&#33;<br />
O Padre Milo pusera a mão sobre a cabeça de Teresa.- Deve aceitar com coragem o que devo lhe dizer agora, minha filha. Cassilda morreu por suas próprias mãos, com medo de sofrer o mesmo destino.<br />
- Então a morte apenas não será suficiente para esse monstro&#33; Ele deve sofrer... sofrer tanto quanto eu e minha família sofremos&#33;<br />
- A vingança a Deus pertence - protestou o padre. - Não tenho certeza, mas já ouvi dizer que essas monstruosas criaturas do demônio... não podem realmente morrer, mas vivem em seus caixões, de onde saem para procurar o sangue de coisas vivas. Filha, devo ir a Roma e solicitar uma dispensação para lidar com essa... essa coisa, a fim de podermos nos livrar dele para sempre.<br />
- Deve partir esta noite.Mas primeiro precisamos tomar algumas precauções, a fim de que ele não possa prejudicá-la ou destruí-la, como fez com sua família. Mantenha-se vigilante, mas não deixe transparecer qualquer mudança em seu comportamento, para que ele não desconfie que já sabemos o que é. E depois, quando eu voltar, poderemos destruí-lo e mandá-lo para o verdadeira morte em seu caixão, para que Deus, em sua infinita misericórdia, possa puni-lo ou perdoá-lo.<br />
Teresa cobrira o rosto com as mão, sussurrando:<br />
- Uma coisa saída da sepultura, e eu o amei&#33; A misericórdia de Deus? Eu gostaria de vê-lo ardendo por toda a eternidade no inferno&#33;<br />
O Padre Milo fizera o sinal da cruz, balançando a cabeça tristemente.<br />
Aflige-me que você fale palavras tão terríveis, minha filha. Podem-se fixar limites à misericórdia de Deus?<br />
- Para aquele demônio, claro que sim&#33;<br />
- Lembre-se, filha de que um santo disse uma vez ao próprio Satã: "Também posso lhe prometer a misericórdia de Deus, quando a pedir em oração." Pense bem, Teresa. O Conde Fioresi é um valente soldado e um gentil fidalgo. Arca com essa maldição do demônio há muitos anos, e para ele deve ser um verdadeiro inferno, longe da vista de Deus. Pode negar que o Deus misericordioso não seja capaz de perdoá-lo um dia<br />
Se eu pensasse assim - protestara ela, com veemência -, então encontraria um meio de mantê-lo para sempre afastado desse perdão... para fazê-lo viver e sofrer tanto quanto eu e minha família&#33;<br />
O padre limitara-se a responder:<br />
Está abalada, o que não é de admirar. Que Deus perdoe suas palavras impensadas. - Ele estendera a mão para ajudá-la a levantar-se. - Preciso partir esta noite. Vamos para o seu quarto, onde providenciaremos toda a segurança possível.<br />
Ele fizera o sinal da cruz em cada porta e janela, salpicara-as com água benta. Deixara a porta principal por último, mas nesse instante Teresa sentira um terror súbito e desesperado. Mesmo para se salvar da morte não podia suportar a perspectiva de ficar encerrada por encantamentos, nem que fossem encantamentos santos.<br />
Esta eu lacrarei com meu crucifixo, quando estiver no quarto - dissera ela.Mesmo enquanto falava, o plano aflorara plenamente definido em seu coração.<br />
- Talvez seja melhor assim - respondera o padre, pensativo, tirando um pequeno frasco do bolso do hábito. - Dê-lhe isto no vinho. Que Deus nos perdoe, filha, mas pelo menos isto o despachará para a primeira morte. Cuidaremos do Vampiro quando eu voltar de Roma, com a estaca e o fogo. - Ele entregara um rosário a Teresa, com toda a reverência. - Isto foi abençoado por um grande santo e é uma herança de minha família. Vai impedir que ele se levante dos mortos até minha volta.<br />
Ele estendera a mão sobre a cabeça de Teresa, numa bênção.<br />
- E trate de esquecer esses pensamentos iníquos de vingança. Eu lhe ordeno, sob o risco de salvação de sua alma, que reze pela alma dessa ovelha perdida de Deus; reze pela alma de Angelo Fioresi.<br />
Mas as palavras caíram num coração duro. Ela inclinara a cabeça, mas clamava por dentro: "Nunca&#33;"<br />
Ela prepara pessoalmente a comida e a bebida para a primeira etapa da viagem do padre; mas depois que se despediram e ele se afastara a cavalo, Teresa assumira um sorriso cruel, comprimindo o frasco na mão e murmurando:<br />
- Mas você não voltará e a vingança me pertencerá&#33;<br />
Depois, virando-se para a porta, deparara com os olhos risonhos do Conde Angelo. Forçou-se a sorrir em retribuição e lhe estendera a mão para um beijo.<br />
- Por que o padre nos deixou?<br />
- Foi solicitar permissão para o nosso casamento.<br />
- Quer dizer que estamos a sós aqui? - Ele a abraçara, sempre sorrindo. - Que sua viagem seja rápida&#33;<br />
Mas havia uma estranha contração no rosto de Angelo, e ela se encolhera e se esquivara de seu beijo.<br />
- Não agora&#33;<br />
Teresa passara aquela noite acordada, sentindo-se como a cabra amarrada a uma estaca para atrair o leão da montanha, a pálida claridade que entrava pela porta aberta iluminando seu rosto, à espera de passos e da sombra, de asas negras entrando em seu quarto. Apertara a cruz em terror, pensando: é mesmo verdade que o Vampiro se move como um gato ou um fantasma, em passos silenciosos.<br />
Lentamente, a sombra se inclinara, até que lábios cheios encostaram em sua garganta; e nesse instante, simulando despertar, ela murmurara:<br />
- Angelo?- Amor...<br />
- Espere um instante - balbuciara ela, com a cruz na mão. - A porta está entreaberta.<br />
- Não está, não - respondera ele, virando-se.<br />
Mas Teresa correra até a porta, batera-a e empurrara o trinco, ali prendendo o crucifixo, branca como sua camisola.<br />
- E agora quero ver se pode sair por onde veio, Conde Angelo Fioresi... demônio, monstro, assassino... Vampiro&#33; - Ela avançara em sua direção, a lanterna levantada. Angelo se virara como um animal na iminência da morte, correra para as janelas lacradas, a outra porta, tudo em vão.- Nunca acreditei muito, até agora - dissera Teresa, numa voz que tremia. - Parecia uma mentira monstruosa, mas agora sei que é verdade&#33;<br />
O Conde estendera as mãos em sua direção e ela levantara a cruz para repeli-lo. Teresa esperava que ele avançasse com a intenção de matá-la, mas o Conde não se mexera.<br />
- Teresa, não é o que você pensa. Eu lhe peço... imploro que me escute, antes que seja tarde demais.<br />
Mas em sua ira e fúria ela não queria escutar. Pegara o chicote e o golpeara no rosto e ombros. Ele gritara e num movimento rápido arrancara o chicote de sua mão, jogara-o no tapete.<br />
Tenha cuidado, Madonna - murmurara o Conde. - Sei de muitas coisas que você ignora. E posso lhe garantir, Teresa, que neste momento corre um perigo muito maior do que eu. Quer me ouvir... me ouvir por um momento, em nome do pai que está morto?<br />
Ouvir você, seu monstro, assassino, violador de sepulturas? - gritava Teresa, com um sorriso desolado.<br />
- A velha história de que me levanto de um caixão? Não, Madonna, ainda não conheci a morte. Nem quero morrer por enquanto. Mas se me matar agora, correrá um grande perigo. Por isso, peço que me escute primeiro.<br />
Ele se adiantara, como se fosse agarrá-la e obrigá-la a escutar, mas Teresa pegara o crucifixo no oratório e o estendera à sua frente. O Conde recuara e ela exultara:<br />
- Então pelo menos esta superstição é verdadeira?<br />
Ele se encolhera, o braço levantado cobrindo o rosto.<br />
- Verdadeira em parte, Teresa. Não posso fazer-lhe mal enquanto estiver com esse símbolo de sua fé, esse sinal de que se encontra sob a proteção de Deus. Mas eu lhe imploro, pela última vez...<br />
- Poderia me enganar com palavras?<br />
Com o crucifixo numa das mãos, ela levantara o chicote com a outra e golpeara o corpo encolhido. O Conde recuara um passo e ela o seguira, o chicote subindo e descendo.<br />
- Quer dizer que você pode sangrar e sofrer? - gritara Teresa, em triunfo.<br />
- Tanto quanto você - murmurara ele, caindo de joelhos.<br />
Protegendo-se com a cruz, Teresa continuara a chicoteá-lo, saboreando cada estalo seco e as linhas de sangue que pouco a pouco foram se cruzando no corpo do Conde. Ao final, ela estava parada por cima dele, ofegante, o Conde sem sentidos e ensangüentado. Com olhares cautelosos, temendo que o desmaio fosse simulado, Teresa correra até a arca e pegara as pesadas correntes. Ela mesma, com seus frágeis dedos, arranhara em cada elo o sinal da cruz, com seu anel de diamante. Depois, chamara Rondo, o surdo-mudo, para ajudá-la a arrastar o Conde pela longa escada e prender as correntes na parede da masmorra. Em seguida, tonta de horror e cheia de satisfação por seu primeiro plano de vingança, ela quase caíra desfalecida em sua cama.<br />
- Abra todas as janelas - balbuciara ela para Rondo. - Estou desmaiando.<br />
Ele se retirara depois e Teresa adormecera, mas seus sonhos foram terríveis. Tivera a sensação de se levantar e percorrer o castelo como um espectro silencioso, confusos horrores de sangue e rostos agonizantes desfilando por sua mente. Despertara para descobrir que andara no sono e se encontrava debruçada na janela.<br />
Será que ele me enfeitiçou?, especulara Teresa, enquanto voltava para a cama, à claridade crescente do dia, e tornava a dormir.<br />
Acordara ao crepúsculo e descera para a cripta, tremendo; mas seu medo fora atenuado ao verificar que seu inimigo continuava acorrentado. E assim ela adquirira o costume de todos os dias, ao crepúsculo, descer para a cripta.<br />
À medida que os dias passavam, isso fora absorvendo-a mais e mais. Começara a viver só para os momentos em que se postava diante do homem acorrentado, fitava seus olhos ardentes, como um falcão engaiolado; e quando as súplicas do Conde tornavam-se muito perturbadoras, silenciava-as com o chicote cruel, no qual também inscrevera a cruz, a fim de que ele não pudesse arrebatá-lo.<br />
Os pesadelos ainda a atormentavam. O encantamento parecia dominar todo o castelo, pois alguns dos criados fugiram, enquanto outros a procuravam com histórias de mortes na aldeia; mas Teresa os ignorava, como se fossem apenas moscas incômodas. O responsável pelas mortes está acorrentado lá embaixo, ela pensava; não podem agora atribuir todas as mortes a visitas sobrenaturais&#33; E ela sentia-se impaciente e cruel com os servos, ansiando apenas pelo momento em que desceria para tripudiar sobre o prisioneiro, depois voltaria para dormir o sono da exaustão.<br />
Os habitantes da aldeia se inquietavam porque o Padre Milo não voltava e lhe enviaram uma delegação de velhas para suplicar que providenciasse outro padre.<br />
- Estão querendo me dar ordens? - gritara Teresa, andando de um lado para o outro. Depois que a delegação se retirara, ela se contemplara no espelho, horrorizada; vão pensar que estou louca&#33;Assim se passaram três luas, sem que a situação se alterasse. E veio uma noite em que Angelo mal se mexeu quando ela lhe falou, permanecendo aparentemente sem sentidos sobre a palha. Só depois de um longo tempo é que ele abriu os olhos e murmurou:<br />
Exulte por meu desespero, Madonna. O fim se aproxima. Mas vejo-a mergulhando mais e mais para o perigo. Por seu próprio bem, eu lhe suplico que acabe logo com isto.<br />
- Ah, o demônio estava doente, o demônio quer se passar por monge&#33; Devo instalá-lo na capela do Padre Milo?- Não sou um monstro de crueldade, embora não possa culpá-la por me julgar assim. Mas acontece que continuo acorrentado aqui, Teresa. Por que então as pessoas na aldeia continuam a morrer?<br />
Ela deu de ombros, indiferente.<br />
- As pessoas assim estão sempre morrendo. Sou responsável por elas, por suas almas ou corpos?A criatura acorrentada lançou-lhe um estranho olhar calculista.<br />
- Houve um tempo em que você não falaria assim. Houve um tempo em que você era generosa e devota.<br />
- E se virei um demônio do inferno, não foi você quem me fez assim?<br />
Ele quase riu.- Claro que não, pois você soube se defender de mim... mas não fez de si mesma um demônio?- Cale-se&#33; - berrou Teresa. - Cale-se&#33;<br />
Ela chicoteou-o no rosto. O Conde caiu, com um grito terrível, o sangue esguichando dos lábios partidos.<br />
Teresa largou o chicote e ajoelhou-se a seu lado. "Ele falou a verdade", pensou ela. "O fim está próximo. Que ele fique aqui por toda a eternidade.<br />
"O crucifixo que ela ainda usava balançava para a frente e para trás, projetando uma estranha sombra no prisioneiro. Um súbito pensamento ocorreu a Teresa.<br />
"Já tive minha vingança. Ainda não é tarde demais para deixar de lado meu ódio e fazer o que o Padre Milo recomendou: pôr um fim ao sofrimento dele e entregá-lo à misericórdia de Deus. Só preciso golpeá-lo no coração. Ele disse que não pode se levantar dos mortos. Ainda assim, posso dizer por ele a oração dos mortos, fazer penitência. E depois, eu também me entregarei à misericórdia de Deus. E Angelo... Angelo voltará ao pó onde há muito deveria estar, sua alma se apresentará a Deus para ser julgada pelos crimes que cometeu.<br />
"Ela experimentava a estranha sensação de que a masmorra se encontrava apinhada de espíritos observando; era como se ela estivesse em alguma encruzilhada, esperando que uma vítima fosse enforcada ou perdoada... e a vítima era ela própria. Poderia remover o ódio e procurar misericórdia ou...<br />
Os lábios de Teresa contraíram-se num terrível sorriso de crueldade. Nunca, jamais poderia renunciar ao prazer que encontrara naquilo&#33; Não, que ele sofresse, que ele sofresse para sempre&#33; Quem precisava do perdão de Deus? Havia muitos além do domínio de Deus&#33;<br />
Então é tarde demais - murmurou o Conde.<br />
Teresa recuou, mas ele se sentou, com um movimento determinado, segurou-a rudemente, partiu as correntes de suas mãos, depois dos tornozelos.<br />
Ela gritou, encolhendo-se, fazendo um esforço para se levantar. Tropeçou no chicote no chão e caiu para as pedras. Angelo, ficando de pé, aproximou-se.<br />
- Eu a teria salvado - murmurou ele, depois de um longo silêncio. - Pense em seus pesadelos, Teresa. Não começaram antes mesmo de minha chegada ao Castelo di Speranza? Há muitos anos uma mulher da família Fioresi casou no clã Speranza; e eu sabia que pelo menos uma pessoa de sua família teria... o sangue completo de minha gente. Se fosse Rico, eu o tomaria como meu escudeiro, para guardá-lo e protegê-lo. Eu... eu poderia salvá-la, Teresa, guardando-a como uma coisa mais preciosa que minha própria vida. Velaria por você, tudo faria para mantê-la sã e salva, haveria de mantê-la na inocência do que você era, embora eu tivesse chegado tarde demais para salvar seu pai...<br />
Ela gritou horrorizada quando seu cérebro registrou o significado daquelas palavras, mas Angelo continuou, implacável:<br />
- Quando Rico morreu, não pude mais suportar. Em desespero, procurando apenas protegê-la, revelei a verdade a Cassilda. Eu... não podia imaginar que ela se mataria de tanto horror. Pensei apenas que juntos poderíamos proteger você, até que eu pudesse conduzi-la com segurança ao conhecimento do que era. Você poderia até aceitar... não como uma coisa de terror, mas apenas como outra espécie de vida; uma natureza diferente, vivendo inofensivamente por suas próprias leis. Não, não fui eu quem matou sua família. Já vivi até agora duzentos anos. Desde o primeiro ano em que soube o que eu era, nenhum homem jamais morreu por meu contato. Sei como... extrair a vida de que preciso... sem prejudicar as pessoas mais que ocorreria numa sangria, com sanguessuga. Não sou mal nem cruel, Madonna, apenas vivo como devo.<br />
Ele inclinou-se para Teresa. Ela se encolheu, enlouquecida pelo medo, estendendo o crucifixo na direção dele.<br />
- Não, Madonna - disse ele, gentilmente, segurando-a pelos ombros. - Isso não vai protegê-la agora.<br />
Uma pausa e o Conde continuou, quase com tristeza:<br />
- Fui criado para temê-lo; foi incutido em meu coração e cérebro que nunca poderia tocar em alguém que se declarasse sinceramente sob a misericórdia de Deus. Enquanto você ainda ignorava o que era, Teresa, enquanto ainda era sinceramente devota em sua fé, eu não poderia passar pelo símbolo de sua crença sincera. E a cruz que você esculpiu nas correntes, pensando em proteger os outros do meu mal, era uma barreira para mim. Mas agora você se tornou má. Não pode mais invocar a proteção de Deus. Para você, a cruz é agora apenas um símbolo vazio... e não pode mais me conter.<br />
Ele arrancou o crucifixo da garganta de Teresa, contemplou-o com um olhar triste e largou-o de lado.<br />
Talvez eu nunca tenha tido uma alma, mas você, Teresa, jogou a sua fora. É um monstro... terrível demais para viver até entre meu povo.<br />
A última coisa que a Condessa viu foi o rosto de Angelo, contraído pela angústia, baixando numa mancha escarlate, na qual ela mergulhou como a morte.<br />
Horas depois os aldeões se reuniram para observar o Castelo di Speranza desabar em meio às chamas. Ninguém percebeu o homem silencioso que se embrenhava a cavalo pela floresta, encurvado como se em profunda agonia, encolhido na sela em dor e desespero. Ele não olhou para trás uma única vez, ignorando as chamas, mantendo-se inclinado sobre o pescoço do cavalo, enquanto murmurava sem parar:Teresa... Teresa... Teresa... <br />
<br />
]]></description>
                    <wfw:commentRss>http://motoco.animespirits.net/jornal/2008/06/26/traicao-do-sangue/comentarios.xml</wfw:commentRss>
                 </item>
                <item>
                    <title><![CDATA[Vampiros - Matsumoto - monster game]]></title> 
                    <link>http://motoco.animespirits.net/jornal/2008/03/23/vampiros-matsumoto-monster-game/</link>
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                    <pubDate>Sun, 23 Mar 2008 17:32:17 -0300</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/51105,1206304337.jpg" alt="" width="266" height="400" border="0" /></div><br />
<br />
A Matriarca da Familia Matsumoto morreu e virou vampira&#33;&#33;<br />
<br />
Pra todos da familia  e amigos que curtem RPG online...<br />
para quem gosta de vampiros ou de lobsomens...<br />
e para quem estiver interesado em jogar...<br />
monster game... world 9&#33;&#33;&#33;<br />
ja tem alguns membros da familia Matsumoto no jogo... <br />
e assim que tiver mais gente pretendemos criar o clã Matsumoto<br />
no world 9... para o pessoal que entrou no world 7, se quiserem <br />
entrar no clã vao ter q mudar d mundo... talvez depois até <br />
possamos criar um clã no mundo 7 tbm... <br />
<br />
entao gente.. quem quiser entrar no jogo é só entrar aqui:<br />
<br />
<a href="http://world9.monstersgame.com.pt/?ac=vid&vid=280001486" class="link" target="_blank">http://world9.monstersgame.com.pt/?ac=vid&vid=280001486</a> <br />
<br />
quando voce entra no link vc é mordido por mim...<br />
hahaha<br />
cujo nome no jogo é Lyriel<br />
<br />
e quem entrar no mundo 9 ainda encontra lá a BELTANTE<br />
que tbm é minha filha no jogo, (quem entrar por este link entra como<br />
meu filho, e a familia Matsumoto no monster game nao tem as restriçoes <br />
de filhos q tem no Anime Spirits... entao vcs podem criar quantas <br />
pessoas quiserem... isto por q quando vc cria um vampiro ou lobsomen<br />
vc ganha SANGUEEEE hahaha)<br />
e ainda o Kyo&#33;&#33;&#33;<br />
familia Matsumoto no Monster Game&#33;&#33;&#33;<br />
 <br />
<br />
<br />
feliz pascoaaaaa<br />
musica: PLANETA AZUL<br />
<br />
<br />
A vida e a natureza sempre a mercê da poluição<br />
Inverte as estações do ano, faz calor no inverno e frio no verão<br />
Os peixes morrendo nos rios estão se extinguindo espécies animais, e tudo que se planta colhe o tempo retruibui o mal que a gente faz.<br />
<br />
Onde a chuva caia quase todo dia já não chove nada, o sol abrasador rachando os leitos dos rios secos sem um pingo d´água<br />
Quanto ao futuro inseguro será assim de norte a Sul.<br />
A terra a lua semelhante a lua, o que será desse planeta Azul? o que será desse Planeta Azul?<br />
<br />
O rio que desce as encostas já quase sem vida parece que chova<br />
no triste lamento das águas ao ver devastada a fauna e a flora<br />
é tempo de pensar no verde regar a semente que ainda não nasceu, deixar em paz a Amazônia, preservar a vida estar de bem com Deus.<br />
<br />
Onde a chuva caia quase todo dia já não chove nada, o sol abrasador rachando os leitos dos rios secos sem um pingo d´água<br />
Quanto ao futuro inseguro será assim de norte a Sul.<br />
A terra a rua semelhante a lua, o que será desse planeta Azul? o que será desse Planeta Azul?]]></description>
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                 </item>
                <item>
                    <title><![CDATA[2º Vol.  O LIVRO NEGRO DE CRUELDADES FEMININAS...]]></title> 
                    <link>http://motoco.animespirits.net/jornal/2007/12/15/2-vol-o-livro-negro-de-crueldades-femininas/</link>
                    <comments>http://motoco.animespirits.net/jornal/2007/12/15/2-vol-o-livro-negro-de-crueldades-femininas/#comentarios</comments>
                    <pubDate>Sat, 15 Dec 2007 18:12:22 -0200</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/38891,1197749543.jpg" alt="" width="350" height="233" border="0" /></div><br />
Ao que parece as meninas curtiram a primeira edição do jornal... entao ta aqui mais umas piadas de homens praa voces.. <br />
Tigre tigre viva chama... nao se sinta ofendido Tigresinho kawai&#33;&#33; mesmo que a amioria do que diz aqui seja verdade... pelo que conheço de vc nao se encaixa nessas caracteristicas ta? hahahaha<br />
<br />
<br />
O QUE VOCÊ DEVE DAR A UM HOMEM QUE PENSA QUE TEM TUDO?<br />
 *Uma mulher para ensiná-lo como funciona.<br />
<br />
 POR QUE AS ARANHAS VIÚVAS-NEGRAS MATAM O MACHO DEPOIS DA CÓPULA?<br />
 *Para acabar com o ronco antes que ele comece.<br />
<br />
<br />
 Qual a diferença entre ir a um bar de solteiros e a um circo?<br />
  No circo os palhaços não falam.<br />
<br />
<br />
Como você descobre que as novelas são fictícias?<br />
Na vida real os homens não são afetuosos fora da cama<br />
<br />
<br />
<br />
Por que os homens perseguem mulheres com as quais eles não têm a<br />
intenção de casar?<br />
 Pela mesma razão pela qual os cães perseguem carros que eles<br />
 não têm intenção de dirigir.<br />
<br />
<br />
Qual a diferença entre um marido e um cachorro?<br />
<br />
1. O cachorro fica sempre feliz ao vê-la.<br />
cachorro só leva alguns meses pra ser ensinado.<br />
<br />
<br />
 Por que dormir com um homem é igual a assistir novela?<br />
Quando está começando a ficar interessante eles dormem até a<br />
próxima vez.<br />
<br />
O que Deus disse depois de criar o homem?<br />
- Acho que eu posso fazer melhor...<br />
<br />
Só um homem é capaz de comprar um carro de &#036; 1000 e colocar nele<br />
um som de &#036;2000.<br />
<br />
<br />
Por que a psicanálise termina mais rápido para um homem do que<br />
para uma mulher?<br />
Porque quando chega a hora de voltar à infância eles já<br />
estão lá.<br />
<br />
<br />
Por que os homens são como os anúncios comerciais?<br />
 Você não pode acreditar em uma palavra do que eles dizem.<br />
 <br />
 Por que muitas mulheres fingem o orgasmo?<br />
Porque muitos homens fingem as preliminares.<br />
<br />
- Por trás de toda grande mulher existe um homem dizendo que<br />
 ela o está ignorando<br />
 - Por trás de todo grande homem existe uma mulher<br />
 confusa"<br />
<br />
O que Deus disse depois de criar Eva?<br />
- A prática leva à perfeição.<br />
<br />
Um homem perguntou a Deus:<br />
- Deus, por que fizeste a mulher tão bonita?<br />
- Para que você pudesse amá-la.<br />
- E por que a fizeste tão burra?<br />
- Para que ela pudesse amá-lo também.<br />
<br />
Uma mulher de 35 anos pensa em ter crianças. Em que pensa um<br />
 homem de 35 anos?<br />
 Em namorar crianças.<br />
<br />
<br />
Às mulheres que se pensam iguais aos homens falta ambição.<br />
<br />
 POR QUE OS HOMENS QUEREM CASAR COM VIRGENS?<br />
 *Eles não suportam críticas.<br />
<br />
 COMO SE CHAMA UM HOMEM INTERESSANTE NO BRASIL?<br />
 *Turista.<br />
<br />
 POR QUE DEUS CRIOU O HOMEM?<br />
 *Porque vibradores não cortam grama.<br />
<br />
 PORQUE O PÊNIS TEM UM BURACO NA PONTA?<br />
 *Para oxigenar o cérebro.<br />
<br />
 O QUE TÊM EM COMUM O CLITÓRIS, OS ANIVERSÁRIOS E O VASO SANITÁRIO?<br />
 *Os homens sempre erram.<br />
<br />
 POR QUE OS HOMENS SÃO COMO OS ANÚNCIOS COMERCIAIS?<br />
 *Você não pode acreditar em uma palavra do que eles dizem.<br />
<br />
 POR QUE MUITAS MULHERES FINGEM O ORGASMO?<br />
 *Porque muitos homens fingem as preliminares.<br />
<br />
 POR QUE OS HOMENS NÃO COSTUMAM MOSTRAR SEUS SENTIMENTOS VERDADEIROS?<br />
 *Porque eles não têm nenhum.<br />
<br />
 POR QUE APENAS 10% DOS HOMENS VÃO PARA O CÉU?<br />
 *Porque se todos fossem, seria o inferno&#33;<br />
<br />
 QUAL A DIFERENÇA ENTRE HOMENS E PORCOS?<br />
 *Porcos não viram homens quando bebem.<br />
<br />
 O QUE VOCÊ FAZ SE A SUA MELHOR AMIGA FOGE COM O SEU MARIDO?<br />
 *Sente falta dela, e também fica com pena dela.<br />
<br />
 QUAL A DIFERENÇA ENTRE UM HOMEM E UM PAPAGAIO?<br />
 *Você pode ensinar o papagaio a falar cordialmente.<br />
<br />
 O QUE AS MULHERES MAIS ODEIAM OUVIR QUANDO ESTÃO TENDO SEXO DE BOA QUALIDADE?<br />
 *-Querida, cheguei&#33;<br />
<br />
 POR QUE OS HOMENS NA CAMA SÃO COMO COMIDA DE MICROONDAS?<br />
 *30 segundos e está pronto.<br />
<br />
 QUAL O NOME DA DOENÇA QUE PARALISA AS MULHERES DA CINTURA PRA BAIXO?<br />
 *Casamento.<br />
<br />
 O QUE ACONTECEU À MULHER QUE CONSEGUIU ENTENDER OS HOMENS?<br />
 *Ela morreu de tanto rir e não teve tempo de contar a ninguém.<br />
<br />
 O QUE É QUE TEM 8 BRAÇOS E UM Q.I. 60?<br />
 *4 caras assistindo a um jogo de futebol.<br />
<br />
 POR QUE É QUE OS HOMENS TÊM A CONSCIÊNCIA LIMPA?<br />
 *Porque nunca a usaram...<br />
<br />
 SABE COMO UMA MULHER SE LIVRA DE 75 KGS. DE GORDURA INÚTIL?<br />
 *Pedindo o divórcio.<br />
<br />
 O QUE ACONTECE COM UM HOMEM, QUANDO ENGOLE UMA MOSCA VIVA?<br />
 *Fica com mais neurônios ativos no estômago do que no cérebro.<br />
<br />
 POR QUE É QUE OS HOMENS GOSTAM DE AMOR À PRIMEIRA VISTA?<br />
 *Porque economizam tempo e dinheiro em cantadas, flores e convites para jantar.<br />
<br />
 QUANTOS HOMENS SÃO NECESSÁRIOS PARA TROCAR UM ROLO DE PAPEL HIGIÊNICO VAZIO?<br />
 *Não se sabe; nunca se viu nenhum deles fazendo isso.<br />
<br />
 POR QUE DEUS CRIOU PRIMEIRO O HOMEM, E DEPOIS A MULHER?<br />
 *R 1: Porque todo grande artista, antes de fazer sua obra prima, faz um rascunho.<br />
 *R 2: Porque as experiências são feitas com ratos e depois com humanos.<br />
<br />
 POR QUE OS HOMENS NÃO TÊM CRISE DE MEIA-IDADE?<br />
 *Porque todos param o amadurecimento mental na adolescência.<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
Cantadas toscas e suas respostas<br />
<br />
<br />
<br />
Homem: Oi, o cachorrinho tem telefone?<br />
Mulher: Tem, por quê, sua mãe tá  no cio?<br />
<br />
Homem&nbsp;: Este lugar está vago?<br />
Mulher&nbsp;: Está, e este aqui onde estou também vai ficar se você se sentar aí.<br />
<br />
Homem&nbsp;: Será que eu já não te vi em algum lugar?<br />
Mulher&nbsp;: Claro&#33; Eu sou a recepcionista da clínica de doenças venéreas... não<br />
se lembra?<br />
<br />
Homem&nbsp;: A gente já não se encontrou em algum lugar antes?<br />
Mulher&nbsp;: Já, e é exatamente por isso que eu não vou mais lá.<br />
<br />
Homem&nbsp;: A gente vai para a sua casa ou para a minha?<br />
Mulher&nbsp;: Os dois. Você vai para a sua casa e eu vou para a minha.<br />
<br />
Homem&nbsp;: Eu queria te ligar. Qual é o seu telefone?<br />
Mulher&nbsp;: Está na lista.<br />
Homem: Mas eu não sei o seu nome.<br />
Mulher: Também está na lista.<br />
<br />
Homem&nbsp;: Se eu pudesse te ver nua, eu morreria feliz.<br />
Mulher&nbsp;: Se eu pudesse te ver nu, eu morreria de rir.<br />
<br />
Homem&nbsp;: Está procurando boa companhia?<br />
Mulher&nbsp;: Estou, mas com você por perto vai ficar muito mais difícil<br />
encontrar...<br />
<br />
Homem&nbsp;: Eu quero me dar por completo pra você.<br />
Mulher&nbsp;: Sinto muito, eu não aceito esmola.<br />
<br />
Homem&nbsp;: Ora, vamos parar com isso: nós dois estamos aqui nesta boate pelo<br />
mesmo motivo.<br />
Mulher&nbsp;: É, pra pegar mulher...<br />
<br />
]]></description>
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                <item>
                    <title><![CDATA[O LIVRO NEGRO DE CRUELDADES FEMININAS...]]></title> 
                    <link>http://motoco.animespirits.net/jornal/2007/12/03/o-livro-negro-de-crueldades-femininas/</link>
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                    <pubDate>Mon, 03 Dec 2007 13:49:23 -0200</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/37510,1196696963.gif" alt="" width="116" height="119" border="0" /></div><br />
O LIVRO NEGRO DE CRUELDADES FEMININAS...<br />
<br />
1. Como se chama um homem inteligente, sensível e bonito?<br />
R.: Boato.<br />
<br />
 2. O que deve fazer uma mulher quando seu marido corre em zigue-zague<br />
pelo jardim?<br />
R.: Continuar a atirar.<br />
<br />
3. Pesquisadoras descobriram por que Moisés ficou andando 40 anos no<br />
deserto com o povo de Israel&nbsp;?<br />
 R.: Um homem nunca pergunta o caminho.<br />
<br />
4. Qual é a semelhança entre as nuvens e os homens&nbsp;?<br />
R.: Quando vão embora, o dia fica lindo.<br />
<br />
5. Por que os homens não têm período de crise na idade madura?<br />
 R.: Porque nunca saem da puberdade.<br />
<br />
6. Qual é a definição masculina de uma noitada romântica?<br />
R.: Sexo.<br />
<br />
7. O que se diz de um homem que quer sexo no segundo encontro?<br />
R.: É particularmente lento.<br />
<br />
8. Qual é o ponto comum entre os homens que freqüentam bares para<br />
solteiros?<br />
 R: Todos eles são casados.<br />
<br />
9. Como saber se um homem está mentindo?<br />
R.: Seus lábios se mexem.<br />
<br />
10. Como um homem chama o amor verdadeiro?<br />
R.: Ereção.<br />
<br />
11. Qual a semelhança entre o homem e o golfinho?<br />
R.: Dizem que ambos são inteligentes, mas nunca se provou.<br />
<br />
12. Por que as mulheres não querem mais se casar?<br />
R.: Porque não é justo. Imagine, por causa de 100 gramas de lingüiça ter<br />
que levar o porco inteiro.<br />
<br />
13. Qual a semelhança entre o homem e o microondas?<br />
R.: Aquecem em 15 segundos.<br />
<br />
4. Qual a semelhança entre o homem e o caracol?<br />
R.: Ambos têm chifres, babam e se arrastam. E ainda pensam que a casa é<br />
deles.<br />
<br />
15. Por que não existe um homem inteligente, sensível e bonito ao mesmo<br />
tempo?<br />
R.: Porque seria mulher.<br />
<br />
16. Antigamente, quando uma moça conhecia um rapaz gentil e educado<br />
perguntava logo se era solteiro...<br />
R.: Hoje, pergunta se é viado ... ou casado.<br />
<br />
17. Qual a semelhança entre um homem e um pão de forma?<br />
R: Ambos são quadrados, tem casca grossa e miolo mole.<br />
<br />
18. Qual a semelhança entre os homens fiéis e os dinossauros?<br />
R: Ambos estão extintos.<br />
]]></description>
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                <item>
                    <title><![CDATA[Familia MATSUMOTOOOOOOO]]></title> 
                    <link>http://motoco.animespirits.net/jornal/2007/09/21/familia-matsumotooooooo/</link>
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                    <pubDate>Fri, 21 Sep 2007 18:47:50 -0300</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/31072,1190411270.jpg" alt="" width="294" height="400" border="0" /></div><br />
Mais um jornal de indignação...<br />
Mas fazer o que neh? <br />
Hoje eu me decepcionei muito com alguém que eu amava... não sei se ainda amo... acho que tenho levado o pessoal do Anime Spirit a sério de mais...<br />
Não sei se todos sabem, mas eu conheci a Beltante aqui no AS, ele leu uma fanfic minha e me adicionou no MSN, depois quando vimos ela era de Palhoça também, e da Barra, bem próximo a minha casa. Conheci ela pessoalmente e hoje ela é alguém pela qual eu daria minha vida, é como se ela realmente fosse minha filha, de sangue, não só no AS. E agora, depois de uma idiotice ela saio do AS, não sei se pra sempre, e isso não é importante. Acho que esta parecendo que a idiotice foi dela mesma... mas não foi...<br />
Aos nossos amigos em comum eu brincava chamando-a de MELtante, por que os homens sempre se apaixonam por ela, e sempre que eu dizia que era pra dar um fora ela ficava receosa, não sabe dar fora... e por culpa disso aconteceu o que aconteceu... <br />
Agora a Beltante ta fora do AS, e a minha confiança naqueles que eu amava caiu e muito... não sei se ainda vou amar do mesmo jeito quem fez essa idiotice... ainda não conversei com ele depois que soube...<br />
Briguei com outro dos meus filhos do AS que me era muito importante... mas estamos bem...<br />
<br />
E quanto a família Matsumoto... Vou conversar com a Deh-cham para criarmos as regras para adoção... essa família jah virou zuera a muito tempo... quando eu e Beltante e Deh criamos a família era apenas os amigos, e eu realmente amava aqueles primeiros Matsumotos, mas depois a família cresceu... e ninguém mais sabe quem deu inicio a família, quem é Motoco, quem é a Deh ou a Beltante... ou por q a família é MATSUMOTO... <br />
Estou administrando o grupo da família agora, que entrar? Fala comigo.. diz de quem é filho.. se registra no cartório... quem não é registrado não entra mais... amigos de Matsumoto, simpatizantes, amantes de alguém da família, namorados ou ex-marido.. NÃO ENTRA. Só quem tem o nome.. é filho por parte de mãe? Assumiu o sobrenome do pai? Pois é... não é Matsumoto não posso fazer nada...<br />
<br />
Vamos colocar ordem na família para que ela não se acabe tah?<br />
<br />
Só queria terminar dizendo aos meus filhos<br />
Loky <br />
Kyo<br />
Shadow ou Rafael<br />
E Deh chan<br />
<br />
Que são os que mais convivem comigo<br />
Que eu ainda amo vocês...mesmo que eu esteja realmente chateada agora...<br />
Não sei quem teve algum coisa a ver com a História... mas estou realmente irritada...<br />
“cansei de ser boa, agora vou agir com crueldade”<br />
<br />
Lembrei dessa musica... e tem mais ou menos a ver com o ocorrido...<br />
<br />
<br />
<br />
Tenha Dó<br />
<br />
<br />
(Marcelo Camelo) <br />
<br />
<br />
Não vou mais te perdoar, você foi longe demais<br />
Meu amor não sou tão só assim.<br />
Não consigo entender, me trocar por outro alguém<br />
Traição já é demais então, você me diz<br />
Que me ama,<br />
Que sem mim você não vive,<br />
Que foi apenas um deslize,<br />
Que você preza pelo meu amor<br />
Tenha dó,<br />
Não mereces o afago,<br />
Nem de Deus nem do Diabo,<br />
Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti<br />
A saudade vai bater, mas o meu amor se vai<br />
O tempo voa e quando vê já foi<br />
Não me fale de nós dois, não preciso mais saber<br />
Indo embora deixo-te um adeus, ao ouvir dizer<br />
Que me ama,<br />
Que sem mim você não vive,<br />
Que foi apenas um deslize,      <br />
Que você preza pelo meu amor      <br />
Tenha dó,              <br />
Não mereces o afago,                    <br />
Nem de Deus nem do Diabo,<br />
Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti<br />
]]></description>
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                <item>
                    <title><![CDATA[LUTO por meu filho e neta]]></title> 
                    <link>http://motoco.animespirits.net/jornal/2007/09/19/luto-por-meu-filho-e-neta/</link>
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                    <pubDate>Wed, 19 Sep 2007 15:21:07 -0300</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/30871,1190226066.jpg" alt="" width="222" height="320" border="0" /></div><br />
<br />
<br />
<br />
A quanto tempo eu não escrevo um jornal??<br />
<br />
Mas hoje me senti obrigada a escrever um...<br />
A mais ou menos uma semana veio a falecer um dos meus amados filhos<br />
Monybuzzi, os acontecimentos que levaram a este acontecimento trágico<br />
Eu prefiro não comentar, pois logo após o acontecido, perdi outro membro estimado de minha família, pelos mesmos motivos, mas em decorrência dos acontecimentos da primeira morte. Minha neta amada, mesmo que de pouca convivência comigo, Thais-chan, foi a segunda a falecer, e espero que seja também a ultima. <br />
Que os Matsumoto parem de comprar esta briga inutilmente. Eu sei o quanto é difícil, <br />
Ainda mais quando a briga começa dentro da família, mas insistir no assunto só trará mais perdas para a família e para os amigos...<br />
<br />
Aproveito para pedir para todos os homens da família e amigos que por um tempo deixem <br />
que Beltante cumpra seu luto descansada. Seu marido mal faleceu e já estão pedindo-a em <br />
casamento, sei que ser mãe solteira não é fácil, mas respeitem os sentimentos de minha filha...<br />
<br />
<br />
<br />
O REI DO SORVETE<br />
<br />
Chame o enrolador de charutos,<br />
Aquele musculoso, e mande-o bater<br />
Libidinosos coalhos em xícaras de cozinha.<br />
Que as moças passeiam com as mesmas roupas<br />
Que estão acostumada a usar, e que os meninos <br />
Tragam flores enroladas em jornais do mês passado.<br />
Que o ser seja o final do pareser.<br />
O único Rei é o sorvete.<br />
<br />
Tire da penteadeira de pinho,<br />
Onde faltam três puxadores de vidro, aquele lençol<br />
Onde ela um dia bordou três vistosos pombos<br />
E estenda-o de modo a cobrir seu rosto.<br />
Se seus pés unhudos ficarem de fora, é para<br />
Mostrar como ela está fria, e muda.<br />
Deixe a lâmpada fixar seu lume<br />
O único Rei é o do sorvete.<br />
<br />
<br />
<br />
†Matsumoto Ann†<br />
de Luto<br />
]]></description>
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                <item>
                    <title><![CDATA[SONS, BALADAS E BLUES ]]></title> 
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                    <pubDate>Sun, 26 Aug 2007 02:58:35 -0300</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/29372,1188508227.jpg" alt="" width="350" height="308" border="0" /></div><br />
Hoje não tem poesia nem cronica... e nem uma introdução muito grande por que meu teclado ta desconfigurado...<br />
<br />
Essa musica é  praticamente o que eu estou ouvindo o dia todo...linda... quem conseguir achar na net, vale a pena ouvir..<br />
<br />
<br />
 SONS, BALADAS E BLUES <br />
Ave de Rapina<br />
<br />
<br />
Em que longe, distante<br />
Meu coração explode em luz<br />
Resto num canto da sala<br />
Imagem de dois corpos nus<br />
Na tela da televisão<br />
A cor sem cor de um sol desbotado<br />
Poemas rasgados no chão<br />
Olhos cansados, chorados<br />
<br />
Eu quero mais é luz<br />
A luz de toda a minha cor<br />
A união de átomos<br />
Parte de um mesmo amor<br />
Meu corpo é todo voz e vento<br />
Meus ombros minha própria cruz<br />
Eu quero cantar no vento<br />
Meus sons, baladas e blues<br />
<br />
Qualquer canto eu canto<br />
Se meu peio me permitir<br />
Da janela de um apartamento<br />
Pra que longe tu possas me ouvir<br />
Somos constelações de vida<br />
Partes de um infinito<br />
Eu abro meus braços a tudo<br />
Eu rasgo este peito aflito<br />
]]></description>
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                <item>
                    <title><![CDATA["Elo"]]></title> 
                    <link>http://motoco.animespirits.net/jornal/2007/08/09/elo/</link>
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                    <pubDate>Thu, 09 Aug 2007 14:24:08 -0300</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/28459,1186680248.jpg" alt="" width="350" height="247" border="0" /></div><br />
Até que enfim arrumei tempo pra escrever um jornal&#33;&#33;&#33;&#33; rs...<br />
Hoje estou estranhamente feliz (muito suspeito) hahaha, então estou postando uma cronica do meu Mestre, MorcegOsmar, e a poesia é da minha filha Rowan Mayfair.<br />
<br />
Novas aquisições:<br />
Belas Maldições: As mais belas e precisas profecias de Agnes Nuter, Bruxa&#33;<br />
( já li a muito tempo, mas amo Neil Gaiman)<br />
Coraline ( outro do Neil Gaimam, mas é infantil)<br />
Violino ( Anne Rice, minha autora favorita, este livro se passa no Brasil)<br />
<br />
O tigre e o dragão 11<br />
xxxHolic 3<br />
Death Note 2<br />
Fullmetal Alchimist 12<br />
O estranho mundo de Jack (mangá)<br />
<br />
Espero que gostem da poesia e da crônica... deixo-as para o Lord Kawai e meu adorado amigo Tigre e meu Mestre morcegOshimaru. Beijos meus lindos&#33;&#33;&#33;<br />
<br />
<br />
<br />
Minha própria sombra me perseguia na estrada deserta<br />
O frio cortava minha face como as lâminas afiadas e sedutoras de Alucard...<br />
O céu estava tão brilhante nesta noite, sua cor pertencia a um azul escuro<br />
como o azul do mais revoltoso oceano.<br />
Via suas mão lívidas e macias me guiando o caminho...<br />
Sua voz doce lamuriando e aquecento meus desejos<br />
Ansiava que no final da rua<br />
seus lábios estivessem me aguardando<br />
<br />
..Encontrei-me, então... no abismo de um pesadêlo<br />
...sem você&#33;<br />
<br />
<br />
<br />
  <u><b><i>"ELO"</i></b></u> <br />
MorcegOsmar<br />
<br />
       Foram-se os tempos em que andava pelo mundo a cata de migalhas sociais, amordaçado e vilipendiado, aguardando determinações e o veredicto dos outros, um vira-lata acorrentado e impossibilitado de reagir aos inconformismos pessoais. O tempo passou e alterou substancialmente o curso de minha vida, assim como a água interfere nos caminhos da terra. Há males que vem para bem, será mesmo verdade? O mal chegou até mim subrepticiamente, travestido numa mulher, verdadeiro supra sumo da sedução e do desejo; o fogo avassalador da volúpia queimou minhas entranhas e fez de mim um perdido em meio às minhas próprias vontades...<br />
       Noite após noite, na virada da hora maior, encontrávamo-nos  em meio as altas sebes que ladeavam nosso refúgio, um cemitério abandonado que com o passar do tempo acabou por se tornar uma espécie de templo no qual nos entregávamos aos mais obscuros prazeres, e isso tudo num espaço de tempo que acabou por trair minha razão, entorpecido como eu estava.  <br />
       Rasgávamos nossas roupas com a fúria de dois animais irracionais, mas a força de Theodora sobrepujava a minha, sempre&#33; E amortecido por seus beijos tépidos e envolventes, deixava-me possuir passivamente por sua energia luxuriante; nesses momentos meus sentidos acabavam como que transportados para uma outra dimensão, saindo de mim e me vendo nos braços dela e completamente entregue às suas vontades viscerais - nunca, nunca mesmo uma mulher me fizera sentir isso, com uma intensidade e uma vontade desproporcionais a tudo que já sentira em minha vida de mortal.<br />
       Sim, quero ressaltar muito bem "minha vida de mortal", pois numa dessas noites infernais, morri para o mundo do qual fazia parte, para as pessoas com quem me relacionava, para mim mesmo e minhas próprias vontades e desvontades; tornei-me um novo ser, amante e dependente de minha protetora, a noite, numa morte rápida mas, ao mesmo tempo, repleta de mudanças substanciais no meu novo jeito de ser e estar. De repente, sentí-me dono de mim de um jeito como nunca me vira anteriormente; meus sentidos adquiriram uma desenvoltura tão excitante que podia enxergar o acasalamento de um casal de morcegos a uma distância enorme, com detalhes incrivelmente dimensionais; podia ouvir a respiração e sentir o cheiro das raras pessoas que se aventuravam passar ao longe dos muros do campo santo; minhas pernas eram lépidas demais, e eu percorria longas distâncias numa velocidade incomum sem me cansar; o pulsar de meu coração tornara-se imperceptívelmente lento e um apetite notável se me apresentou numa voracidade e numa vontade que jamais poderia conceber... o sangue humano tornou-se a fonte inesgotável de energias renovadoras do meu corpo de "não-vivo", ao mesmo tempo que o mantinha e o conservava imune ao maior inimigo que os mortais possuem, a velhice - desencadeadora da decrepitude que corrompe células, tecidos, órgãos e a própria vida&#33; Nunca mais fui o mesmo; durante o dia repousava meu corpo frio e inerte no interior de um túmulo completamente comprometido com as interpéries do tempo, e alí permanecia em sono profundo até o pôr-do-sol para, lentamente, voltar a ser o que já era, ou melhor dizendo, naquilo em que me transformei, um vampiro.<br />
       Sim, tornei-me um vampiro e assim, dono de minhas noites e reinando através das sombras da escuridão, conseguí dividir meu espaço com minha criadora durante vinte  e nove anos, até que numa noite de prenilúnio ela foi embora para sempre. Apenas justificou essa sua decisão dizendo que isso era inevitável, fazia parte do restrito mundo da solidão a que fomos comprometidos como filhos das trevas.<br />
       Há tempos que eu me preparava para esse momento, meu instinto de predador sempre me mostrou isso, e era muito complicado compartilhar um mesmo território, por mais afinidade que pudessemos ter um com o outro; aquela foi uma noite muito especial, também, por ter sido de lua cheia, e fui brindado com a relação sanguínea mais completa que pude ter tido com minha mestra. Trocávamos nosso sangue lenta, pausada e prazeirosamente; vez ou outra, deixávamos de nos sugar e nos abraçávamos fortemente, um colado ao outro, como se formássemos um só corpo, e nossas línguas se entrechocavam numa violência incontida, sem igual - dois seres amaldiçoados num prazer único e hematófago; sabíamos que tudo aquilo representava nossos últimos momentos divididos num só, e a partir de então cada qual partiria imerso na solidão de sua sina para seguir, cada um,  sua senda maldita em rumos opostos...<br />
       Faltavam apenas duas horas para o início de um novo dia, e sabíamos que era chegada a malfadada hora de nos despedirmos. Olhamo-nos profundamente um no outro; quanto tempo permanecemos assim estáticos, como que hipnotizados, nunca saberei dizer, mas sei que aqueles minutos foram suficientes para ficarem gravados em nossas almas; uma profusão de lágrimas de sangue afloraram em nossas pálidas faces, até tornar baça a iridescência do nosso olhar, e nesses parcos momentos, consagramos nossa eternidade com o lento e imperceptível bater de nossos corações em uníssono - um ritual indizivelmentee solene e triste mas, mesmo assim, sentímo-nos recompensados, como se  uma alegria passageira nos abrisse seus braços e nos acalentasse enquanto íamos seguindo cada qual sua direção.<br />
       Muitos anos se passaram e nunca mais tornamos a nos encontrar; o tempo foi o melhor lenitivo para a dor de nossa separação, e tenho certeza que Theodora ainda vive sua negra existência; que seu poder está ainda maior, pois posso sentí-lo, apesar da enorme distância que nos separa; que nosso amor ainda permeia e respira os momentos que fizeram parte de nossa obscura relação; que nosso respeito mútuo reside em reinarmos cada qual em seu território.<br />
       Ela faz parte de mim, do meu ser; está contida em minhas  células diferenciadas, pois ainda carrego em minhas veias e artérias seu poderoso sangue, e até o dia em que eu possa vir a enlouquecer ou, quem sabe, colocar um fim nessa minha existência, muito embora estejamos fechados telepáticamente um para com o outro, estarei sempre ligado e conectado a esse ser diabólico e, ao mesmo tempo, divino que foi e sempre será minha Theodora.<br />
       É incrível como o amor consegue transcender a tudo e a todos...<br />
 <br />
]]></description>
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                 </item>
                <item>
                    <title><![CDATA[EU, VAMPIRO???]]></title> 
                    <link>http://motoco.animespirits.net/jornal/2007/07/29/eu-vampiro/</link>
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                    <pubDate>Sun, 29 Jul 2007 02:21:39 -0300</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/27863,1185686499.jpg" alt="" width="350" height="366" border="0" /></div><br />
“São tempos alegres e recompensadores, apesar da falta de alegria ou recompensa”<br />
<br />
As paredes do quartos se fecham ao meu redor, aprisionando-me em meu próprio mundo. <br />
Não mais sei se somos nós mesmos quem fechamos nossas celas e colocamos nossos próprios grilhões... ou se existe algum outro ser que o faz por nós, se existe um outro ser capaz de faze-lo.<br />
<br />
Presa em minha alcova volto-me para meu pc, (nerds é seu nome)  tentando em vão terminar uma outra fanfic, conversar com os amigos e escrever  um jornal... a noite esta gelada aqui no Sul, busco um café (quente como o pecado e doce como a vingança), e volto-me para o pc... “os ponteiros deslizam nas engrenagens do tempo” e o cursor permanece no mesmo lugar... nada...<br />
<br />
Apenas meu lord me fazendo companhia no msn, já passou da 1da manha e não escrevi nada... meus prazos estão acabando, tenho que entregar minhas fanfics, e não consigo finalizar um simples hentai...<br />
“Afogo-me tentadoramente em xícaras de sangue fresco”... meu próprio sangue, que escorre pelos pulsos abertos...  Olho minha imagem no espelho, fria e insólita... ainda sou eu, embora sem o animo para escrever que sempre tenho...<br />
<br />
<br />
<br />
Aos meus amores do AS, minhas filhas rowan-mayfair... que virá me visitar amanha, Deh-chan... que um dia me visitará, Beltante... que esteve aqui em casa hoje e amanha retorna... para o meu lord Sirharrison e meu adorado Tigre...  Uma crônica engrassada, que a Bel já postou antes, mas que vale a reprise&#33;&#33;&#33;&#33;<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
EU, VAMPIRO???<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
Aquela poderia ser uma manhã qualquer não fosse o fato de a campainha tocar às 8 horas e tirar o conde da cama. Acostumado a dormir até mais tarde, ele teve de colocar seu roupão de cetim azul para atender à porta. Uma nesga de luz solar penetrou nos seus olhos, ofuscando sua visão. Mesmo assim, ele pode distinguir o vulto de várias pessoas que se acotovelavam junto à soleira da porta. Vizinhos conhecidos de vista e estranhos, alguns com archotes acesos nas mãos, incoerentemente com a vasta luz solar da manhã. .À frente da turba assanhada, ele reconheceu o dr. Martim, delegado titular da cidadezinha de Retiro Santo.<br />
- Conde Milos, desculpe o importúnio a estas horas... - disse sorrindo o delegado.<br />
- Importúnio algum, dr. Martim&#33; - sorriu gentilmente o conde - Queira entrar e fique à vontade.<br />
Alguns dos que acompanhavam o delegado manifestaram sua intenção de também adentrar na casa, mas o delegado permitiu apenas que dois deles o fizessem. Um deles, o conde já havia visto, era o Juriti, empregado da vendinha onde o conde costumava comprar seus charutos. Ele trazia nas mãos uma estaca pontiaguda. O outro - um mulato magro de olhos esbugalhados de espanto - segurava nervosamente alguma coisa embrulhada num pano de saco de aliagem.<br />
- Mas a que devo a visita? - perguntou o conde, oferecendo assento numa das poltronas das sala.<br />
- Infelizmente, conde, minha visita não é de cortesia. Eu gostaria que o senhor me acompanhasse até a delegacia para responder a umas perguntas...<br />
- Infelizmente não posso fazê-lo, pois não costumo sair à luz do dia - respondeu o conde<br />
- Viu só? Viu só? - gritou o mulato assustado, cutucando o delegado.<br />
- Cuidado com ele&#33; - advertiu o Juriti.<br />
O delegado olhou contrariado para seus dois acompanhantes e continuou:<br />
- Bem, assim sendo, acho que posso adiantar as investigações aqui mesmo. <br />
- Pergunta pra ele por que ele não pode sair à luz do dia&#33; - cutucou o Juriti.<br />
O delegado se impacientou:<br />
- Ou vocês me deixam conduzir as diligências ou eu boto os dois para fora daqui&#33; <br />
Depois, voltou a sorrir para o conde:<br />
- Mas, à propósito: o que o impede de sair à luz do dia?<br />
- Como o senhor pode ver, delegado, eu sou completamente albino, os raios do sol fazem mal à minha pele. Além do mais tenho propensão a câncer de pele... - explicou o conde.<br />
- Claro, claro&#33; É compreensível. Mas vamos direto ao assunto: o senhor conheceu Carla Martina, dançarina do "Exciting nights"?<br />
- Não estou ligando o nome à pessoa... - considerou o conde.<br />
- O senhor chupou ela&#33; - gritou o mulato nervosamente assustado.<br />
O conde corou visivelmente as maçãs do seu rosto lívido e sorriu sem graça para o delegado.<br />
- Doutor, eu me reservo o direito de não comentar meus relacionamentos íntimos... - disse ele.<br />
- O senhor me desculpe, conde, cidade pequena, o senhor sabe como é... Esse pessoal é supersticioso demais... Estão acusando o senhor...<br />
- O senhor é vampiro&#33; - adiantou-se o Juriti erguendo a estaca de sua mão.<br />
- Perdão, delegado, receio não ter entendido direito do que me acusam... - disse o conde.<br />
- Eu boto vocês dois para fora daqui já&#33; - gritou o delegado para os dois acusadores - não vou tolerar mais interrupções&#33;<br />
- Mas explique-me melhor o que está acontecendo, doutor. Eu já fui várias vezes ao "Exciting Nights", mas não conheço a pessoa a quem o senhor se referiu...<br />
- Carla Martina. Foi encontrada morta nesta madrugada num terreno baldio atrás do cartório. Tinha dois furos profundos na garganta e estava totalmente sem sangue...<br />
- Manda ele arreganhar os dentes, manda&#33; - sussurou o mulato.<br />
O conde ouviu isso e abriu uma sonora gargalhada. Não era preciso ser bom observador para ver que o conde tinha os dentes perfeitamente normais.<br />
- Tá se rindo? - disse o mulato, levantando-se do sofá e desembrulhando o que trazia nas mãos pois eu tenho uma surpresinha para o senhor.<br />
Dizendo isso, ele avançou para cima do conde, adiantando uma enorme cruz de madeira.<br />
Refeito do susto pela ação intempestiva do rapaz, o conde comentou:<br />
- Obrigado, mas não estou interessado em mais uma cruz. Eu já tenho várias na minha vida - E, com as mãos, ele mostrou as paredes da casa onde se destacavam vários crucifixos ricamente trabalhados, evidenciando a mania do conde de colecionar cruzes e crucifixos.<br />
- Pra mim já chega&#33; - gritou o delegado, levantando-se de supetão do sofá. - Vocês estão me fazendo passar um ridículo aqui...<br />
Dizendo isso, ele abriu a porta e colocou os dois capiaus para fora de lá. Com gestos das mãos dispensou os curiosos que aguardavam lá fora e fechou a porta, ficando a sós com o conde.<br />
- Até agora, eu não entendi direito qual a acusação que pesa sobre mim... - comentou o conde.<br />
- Essa gente parece não ter mais o que fazer&#33; - disse o delegado. - Eles cismaram que tem um vampiro atacando na cidade. E como o senhor é novo por aqui, o senhor sabe...<br />
O conde riu às gargalhadas:<br />
- A queixa devia vir dos meus empregados. O que eu sugo do sangue dos coitados, fazendo-os trabalhar muitas vezes além do horário. Mas eles são gentilmente remunerados&#33;<br />
- Ainda bem que o senhor leva tudo na esportiva&#33; Eu estou constrangido por ter me abalado até aqui por uma acusação dessas. - sorriu apologético o delegado.<br />
- Já que está aqui, doutor, permita-me oferecer-lhe um cálice de vinho da minha adega. - propôs o conde, levantando-se.<br />
Com isso, ele conduziu o delegado até o porão onde apresentou sua adega farta de toda qualidade de vinhos.<br />
- Desde que tomei posse do cargo nesta cidadezinha - comentou o dr. Martim - eu vi que o pessoal daqui era muito simples e crédulo demais... Foi em meados de...<br />
- 1960? 1950? - perguntou o conde.<br />
- Não&#33; Eu não sou tão velho assim... Foi em 1978.<br />
- Eu me referia à safra do vinho. - sorriu o conde.<br />
- Ah&#33; Desculpe-me... Se tiver um tinto da safra de 52 eu agradeceria.<br />
- Tinto... aqui está&#33; Uma boa safra essa, sem dúvidas- disse o conde pegando uma garrafa - pode ficar com ela. Eu aprecio mais o vinho branco. <br />
Dizendo isso, o conde acompanhou até a porta sua visita inesperada que agradeceu e saiu com a garrafa de vinho debaixo do braço.<br />
Depois, o conde dirigiu-se ao seu quarto, tirou o roupão e voltou a deitar-se na cama<br />
"Admiro um bom apreciador de vinhos" - pensou ele.<br />
Como havia perdido o sono, pegou um livro sobre vampirismo e pôs-se a ler. Depois, levantou-se, foi até a cozinha e abriu a geladeira. Sorriu, lembrando-se do ocorrido daquela manhã.<br />
- Eu, vampiro... Esse pessoal é mesmo ascético demais. - disse para si mesmo - Mas até que seria bom se eu fosse mesmo um vampiro.<br />
Com isso, ele pegou da geladeira uma bombinha de sucção com dois tubinhos e agulhas nas pontas. . <br />
- Seria bem mais prático, com toda certeza. - sorriu ele, enquanto lambia das agulhas da bombinha um resto de sangue que ainda não havia coagulado. <br />
<br />
Escrito por:J.R.Milici<br />
]]></description>
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                    <title><![CDATA[sexo, suor e vampiros]]></title> 
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                    <pubDate>Sun, 22 Jul 2007 23:28:17 -0300</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/27446,1185157698.jpg" alt="" width="283" height="400" border="0" /></div><br />
Ohaio&#33;&#33;<br />
Procurei hoje uma cronica mais bonitinha pra postar... EU NAO TENHO CRONICAS BONITINHAS... aff. hahaha, mas... achei uma que não depre... (nossa q novidadew né??), mas como não é depre... não prometo que nao tem sangue e... algo mais, mas o nome da cronica já diz tudo né??Tenho que começar a colocar classificação de idade nas minhas cronicas hauahauahu. não é uma cronica que eu diga PELOS INFERNUS DE ZANDRU, COMO EU AMO ESSA CRONICA, mas é ... legal, hauahuaahu<br />
a poesia é de um amigo meu... ou acho que é... nesse pc eu quase nao tenho poesias, mas um dia eu crio vergonha na cara e digito umas coisinhas que tenho, hahaha...<br />
<br />
Beltante&#33;&#33;&#33; eu matei a vontade de tomar cerveja&#33;&#33;&#33; hahaha, faltou luz aqui em casa então fui tomar umas&#33;&#33; to virando alcoolatra. hahaha<br />
E o rosiel ainda não apareceu, mas a esperança é a ultima que morre, meu gato tem um jeito tao demoniaco que duvido que alguem se atreveria a fazer alguma maldade com ele.. hahaha<br />
Hoje vo escrever um Hentai... vo terminar insonia que to enrolando a tempo... hauahauahu<br />
<br />
<br />
<br />
Ah, tu és uma tentação,<br />
Na qual eu vivo a desejar<br />
Cruel, mas tão embriagante.<br />
Não suporto a dor,<br />
A qual o destino me entregou.<br />
Não agüento mais este sofrimento,<br />
No qual a vida me deixou.<br />
Pois amo-te tanto,<br />
E tua distância só me faz sofrer,<br />
Amo-te tanto, tanto,<br />
E tua falta só me faz chorar.<br />
Mas não consigo me controlar.<br />
Tu és uma tentação<br />
Na qual eu vivo a me perder.<br />
Tão encantadora, tão bela.<br />
 <br />
És algo que não consigo,<br />
Deixar de venerar.<br />
Ah, tu és uma tentação,<br />
Na qual eu vivo a desejar.<br />
Tão envolvente, tão bela.<br />
És algo que não consigo deixar de amar.<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
  Mexendo as pernas, ela movimenta seu corpo de forma sublime, jogando seus lindos cabelos loiros para os lados e sempre me olhando com aqueles olhos verdes. Que mulher maravilhosa... Nem dava para acreditar que estava nesta espelunca de bar&#33;<br />
Tudo estava enfumaçado e tocava um blues de Ella Fitzgerald. Aquele palco era escuro e havia apenas uma luz.. Uma única luz que iluminava o corpo daquela mulher. Eu já estava na minha segunda dose de vodca. A cada gole que eu dava, um olhar transparecia pelo copo.<br />
Até esqueci que estava aqui para prendê-la por assassinato. A polícia, lá fora, estava esperando um sinal, exatamente como pedi.<br />
Quando o show acabou, fui para o camarim. Era pequeno, mas cheio de flores, que faziam o local ficar agradável para um tigre como eu, colocado dentro de uma jaula com uma pantera.<br />
Ela não fez pergunta alguma. Apenas olhou com raiva por ter invadido seu pobre e pequeno local. Fui golpeado por suas mãos várias vezes até que não agüentar mais e, segurando suas mãos, dei um tapa em sua face, fazendo–a cair na poltrona que ali estava. Ela se levantou e ficou me olhando então... Seus dentes surgiam mais brancos, mais pontiagudos, mais selvagens. Ela não dizia mais nada... Só rosnava&#33; Rosnava como um animal louco pela presa.<br />
Avançou em minha direção e começou a arrancar minhas roupas (boa parte com os dentes).  Tocou em cada centímetro do meu corpo.  Raiva? Paixão? Que se dane&#33; Eu sentia tudo deliciosa e silenciosamente. Ela me possuía por completo. Seus seios dançavam na frente dos meus olhos, enquanto ela sentava e penetrava cada intensidade de prazer em meu corpo.<br />
Eu entendia perfeitamente porque ela assassinou seu marido e entendia também que dessa eu não passava. Ela ficou mordendo meu pulso e, sangrando, ela passou pelo seu corpo. Era um banho excitante. Eu podia ver em sua face que ela tinha orgasmos por sangue e sexo. Era um tesão&#33; Tinha que ir até o final.<br />
Agarrei seus cabelos e a forçava mexer mais e mais até que ela enfiou as unhas na minhas costas e rasgou até embaixo&#33; Eu gritava, mas não sabia se era prazer ou dor. Ela gritava junto como um uivo de lobo que consegue agarrar a presa.<br />
Quando tudo terminou, fiquei ali não sei quanto tempo... Inerte até a policia chegar e ver meu corpo completamente jogado na cama.<br />
Aos poucos fui acordando e a única pista que eu tinha para provar que ela esteve ali era a rosa que estava em minhas mãos e uma mensagem.<br />
"Se você ficar vivo, nos veremos de novo&#33; — Ass. Veri" <br />
<br />
]]></description>
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                    <title><![CDATA[Cronicas da noite]]></title> 
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                    <pubDate>Sat, 21 Jul 2007 23:06:02 -0300</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/27378,1185069962.jpg" alt="" width="300" height="400" border="0" /></div><br />
Até que ponto sabemos realmente como estamos nos sentindo?? Até que ponto sabemos o que realmente sentimos?? Pode  parecer loucura minha, e é bem provável que seja, mas hoje eu simplesmente não sei... Até ontem eu podia dizer que estava triste ou estressada ou feliz ou eufórica, mas e hoje??<br />
São noites como essa que me fazem pensar- Eu queria ser uma mulher romântica- ou então mandar todo o romantismo para o quinto dos infernos ( acho que a minha patroa tem razão quando diz que eu preciso de férias... rsss)... Creio que realmente.. hoje não estou bem... ou melhor.. agora não estou bem... Tudo o que eu queria era uma garrafa de cerveja e uma musica bem alta, alguém p beber comigo e jogar conversa fora, as vezes estar sozinha é realmente... terrível... <br />
<br />
Outra coisa ruim... meu Rosiel não aparece em casa a 3 dias, mas gato é assim mesmo eu acho, mas sempre que ele some eu fico morrendo de preocupação... Meu Rosiel é o gato mais lindo e anti-social que pode existir, tão anti-social quanto a “dona”, preto de olhos amarelos, como todo gato de bruxa... e agora vou “pegar pra criar” mais um, branquinho, o Alexiel, mas to preocupada se o Rosiel vai aceitar na boa...<br />
<br />
Eu estava planejando terminar INSONIA hoje... mas escrever hentai do jeito que estou realmente é impossível...<br />
 Então... como agente nem sempre tem o que quer... eu vou me jogar na cama sozinha... somente com o Alucard e David Talbot comigo, e tentar escrever um capitulo de crônicas da noite... vou tentar escrever o 13º cap hoje, torcendo para que não fique melancólico. <br />
<br />
Se não conseguir, por favor BELTANTE, me perdoe, mas vai atrasar novamente. rsss...<br />
Já falei de mais... mas somente falando é que agente melhora não é???<br />
<br />
Me desculpe TIGRE, hoje não tem poesia, acho que qualquer poesia que eu escolhesse hoje seria uma péssima escolha.<br />
<br />
<br />
Me perdoem a “amargura” de hoje... mas mulher é assim mesmo né? de lua.. hauahauhau<br />
<br />
Uma boa noite&#33;&#33; Ou bom dia&#33; sei lá....<br />
bjussss<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
CRONICAS DA NOITE<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
Ora criança, se quiséssemos te fazer mal, <br />
achas que estaríamos a espreita<br />
na beira do caminho, <br />
na parte mais escura da floresta?<br />
(Autor desconhecido)<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
CHAMO-ME DAVID TALBOT. <br />
      Possivelmente este nome não lhe é estranho.Talvez você se lembre dele como o nome do Antigo supervisor Geral da Talamasca. Ou quem sabe você já leu algum livro escrito por mim? Não foram poucos os vampiros que tiveram suas memórias divulgadas ao mundo pelas minhas palavras, hábito antigo este, de registrar os acontecimentos. Ainda mais estes, que poucos se atrevem a comentar.<br />
<br />
      Falar sobre vampiros não é fácil, nem mesmo para um vampiro, e foi Louis quem iniciou o primeiro livro, que Daniel chamou de Entrevista com o vampiro, e depois dele foram tantos outros...<br />
<br />
      Meu criador, Lestat também escreveu alguns, e geralmente ele é o centro daquele mundo sombrio e sedutor, que poucos crêem que é real. Tão narcisista, não poderia escrever algo que não fosse sobre si mesmo. Não que ele não tenha motivos, claro.<br />
<br />
      Mas o que lhes relato hoje não é sobre nenhum dos nossos amados companheiros, aqueles cujas biografias ficaram conhecidas como Crônicas Vampirescas.<br />
Venho falar hoje de um vampiro esquecido, embora muito poderoso, que em seu sono, aprisionado, sobreviveu ao massacre da Rainha Akasha. Meu novo “amigo” não é tão velho quanto podemos julgar pela sua força. Como todos sabem, ficamos mais fortes com o passar das décadas. Este vampiro que viveu pouco mais de meio milênio é, ao que eu saiba, o mais poderoso dos vampiros ainda vivos, se é que pode-se dizer que um vampiro é vivo. <br />
<br />
      Ele é muito mais forte até mesmo que nosso amado Lestar, e embora nem mesmo eu saiba a natureza desta força, julgo que é porque este homem tem um propósito, um motivo para existir. Ao contrario de Lestat que tantas vezes se entregou ao sono, mas mesmo sendo um vampiro como nós, este não é da mesma raça, ele é diferente de todos os que descendem de Akasha e Enkil. Um Nosfetu.<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
Capitulo I<br />
<br />
<br />
Uma Conversa com o Demônio<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
Que noite linda.<br />
São noites desse tipo que <br />
Fazem o sangue enlouquecer,<br />
Contudo, uma noite calma e bonita.<br />
Houta Hihano<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
      Depois da terrível batalha que destruí Londres todo o mundo ficou conhecendo a existência da organização Hellsing e do seu vampiro. Confesso que da primeira vez que o vi ele não me interessou. Pareceu-me apenas uma criança demonstrando sua força descomunal ao mundo, quando em uma tarde ensolarada no Brasil ele matou mais de 100 pessoas, praticamente todo o massacre ao - vivo. Acompanhei o acontecido pela TV em meus aposentos em Nova Orleans. Mas desde o episódio de Londres que anseio conhecê-lo. A ele, sua mestra e sua serva, as três criaturas que sobreviveram ao massacre da Milleniun e do Vaticano.<br />
<br />
      A organização Hellsing ficou muito conhecida pelo mundo depois dos ataques da Milleniun a Londres. Quis de imediato ver o que sobrou daquela antiga capital que tanto amei, conhecer os responsáveis pela luta, os poderosos vampiros que sobreviveram. E eu ansiei por voltar à casa Matriz de Londres, ver se restara alguma coisa do local. Todos na cidade morreram, se alguém sobreviveu não cheguei a saber. <br />
<br />
<br />
      Assim que o mundo se acalmou após aqueles ataques, decidi ir de encontro a Hellsing. Qualquer problema em Nova Orleans decorrente dos últimos dias de sangue que o mundo provou, poderia ser resolvido facilmente por Lestat. <br />
Ao que tudo indicava, eu não seria bem recebido se resolvesse procurar a Hellsing, então contentei-me em vagar pelas ruas arruinadas do que um dia fora a bela Londres, e esperar.<br />
<br />
      Vaguei por noites pelas ruas em ruínas, não procurando-o, mas esperando que ele me encontrasse. Durantes noites andei por ruas e praças, aproveitando para rever as antigas construções que tato apreciara em vida, muitas delas jaziam em ruínas agora. <br />
<br />
      O primeiro lugar que visitei foi a antiga Casa Matriz, onde passei a maior parte de minha vida. Estava arruinada agora. Os enormes pilares brancos da entrada,os jardins, a enorme biblioteca, tudo destruído, desde a minha sala aos cofres. Os cofres estavam vazios. Na biblioteca restavam poucos livros, apenas as obras mais comuns. Nos quartos, os guarda-roupas estavam semi-vazios. E em nenhuma parte da mansão havia um único corpo ou sinal de morte. Ao que tudo indicava, meus antigos companheiros da ordem, <br />
<br />
 <br />
abandonaram o local antes do massacre começar. Tendo tantos paranormais sobre o <br />
mesmo teto, não é de se estranhar que alguém telha sabido antes do que iria acontecer e<br />
evacuado o local.<br />
<br />
      Minha alma imortal ansiava por percorrer aquelas ruas, que eu tantas vezes percorrera em minha vida mortal. Visitar os lugares que eu tanto adorava. E assim eu fiz, cada noite indo a um lugar diferente, visitando as ruínas do que um dia fora Londres.<br />
A visão pálida da torre de Londres me entristeceu profundamente, como se afirma-se a mim  mesmo minha imortalidade e o fim da era em que vivi. Sei agora como sentem-se os vampiros antigos, que viram todo seu mundo perecer frente a seus olhos, sem poder morrer com ele.<br />
<br />
      Em meio a toda destruição do que outrora fora a adorável Londres encontrei um último resquício de vida em um jardim, que parecia a única coisa viva nas redondezas, como se durante a batalha nenhum vampiro ou humano tivesse ousado ali chegar.<br />
<br />
      O pequeno bosque era tão encantador que poderia julgar que a própria Afrodite por ali tivesse caminhado. E para completar a paisagem uma tímida lua minguante refletia a luz de um dia que já se foi.<br />
<br />
      Ao me aproximar daquele jardim-bosque foi que notei a presença dele. Sozinho, trajando chapéu e capa vermelhos, esvoaçando ao vento noturno. Assim que notei sua presença ele me olhou nos olhos, através das lentes amarelas, e com um sorriso sinistros que mostrava até mesmo os caninos afiados. Disse-me: “é uma bela noite, não acha, David?” Simples assim, e desapareceu. Desapareceu deixando-me assombrado de um modo que não ficava desde minha vida mortal. Até então nunca vira um vampiro desaparecer. Outras entidades não humanas sim, mas não vampiros.<br />
<br />
      Ansiei ainda mais em conhece-lo, e lhe disse isso sem palavras, certo de que ele me ouviria sem estar ali. Fui atraído a ele de imediato, no principio foi o estudioso em mim que queria registrar sua historia, agora era mais do que isso, queria conhecer o vampiro por trás das lentes amarelas. Não era apenas a beleza daquela figura morena que me fascinou, mas também a forma como ele pronunciou meu nome sem que eu o tivesse falado, apenas captando isso de minha mente e logo em seguida sumindo na noite.<br />
<br />
      Agora esta cidade me prendia, muito mais do que quando ali cheguei. Não poderia sair dali antes de encontrar aquela criatura mais uma vez. Passei a vagar a esmo pela noite, e com o passar do tempo a lua foi declinando e sumiu do céu, para logo voltar a ele.<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
      Um ciclo quase se completara e ainda não tinha encontrado a figura de vermelho.  Em uma destas noites em que a lua era apenas uma linha branca no céu, sai da cidade deserta em busca de algum humano que pudesse saciar minha sede.<br />
Enquanto eu caminhava pelas ruas calçadas em um bairro nas redondezas de Londres, notei que havia uma movimentação estranha, muitos homens armados. <br />
<br />
      Não eram a policia local, com certeza. Traziam um emblema nos uniformes, que<br />
<br />
<br />
<br />
cobriam todo o corpo, ocultando suas faces, Hellsing é o que dizia o emblema. O sangue que acabara de beber fervia em minhas veias. Enfim encontrei o que estava buscando, a poderosa organização protestante, cujo objetivo era exterminar não-humanos.<br />
<br />
       Foi quando eu vi a beldade loura, uma vampira em trajes curtíssimos que lembravam o de uma policial, correndo junto aos homens e levando uma arma que por pouco não era maior que ela própria. A vampira notou a minha presença, olhou-me nos olhos com espanto, e eu senti que ela avisava seu mestre. Mestre, foi assim que ela o chamou em sua mente. Soube que era o vampiro que eu procurava então, captei isso da mente dela, junto com a imagem do vampiro com roupas vermelhas, e um nome, Alucard.<br />
<br />
     Por um momento esqueci minha atual obsessão pelo vampiro, perdido na imagem da frágil criatura, a pequena vampira era extremamente linda, quis poder tê-la em meus braços, aquela figura delicada que mesmo quando humana já era pálida como a lua. Por um momento deixei-me imaginar com ela e então notei que ela também não era como eu, ela também era uma nosferatu, e ainda ligada ao seu criador, não podia tê-la. <br />
Embora ela fosse diferente de todas as vampiras que já vi, e muito forte para a idade, era seu mestre quem mais me fascinava e atraia. Como ele não havia outra criatura igual.<br />
<br />
<br />
     Voltei minha atenção novamente para a movimentação, os homens já tinham entrado em um prédio próximo, e eu me esforçava para captar as imagens de suas mentes. Sabia agora o que eles estavam buscando, não procuravam ali um vampiro, isso era tarefa de Alucard, eles estavam em busca de Grous. E momentos depois captei o que eles eram, vampiros sem alma, como os que Louis e Claudia encontraram em suas viagens pelo velho mundo. Seres sem raciocínio, meros fantoches de um vampiro.<br />
Era contra isso que aquela organização lutava. <br />
<br />
<br />
    Continuei meu caminho pela noite afora. Não iria interferir no trabalho deles, e certamente aquela bela vampira ficara perturbada com a minha presença. Deveria estar acostumada com os vampiros que lhes traziam problemas, pelo que pude ler em sua mente fraca o único vampiro amigo que conhecia era seu Mestre. E como ele era distante.<br />
<br />
      Voltei, poucos dias depois, ao local do primeiro encontro, o magnífico jardim, em um local que eu não mais saberia identificar. Fiquei ali, observado a lua cheia semi encoberta pelas nuvens, aquele vento gélido despenteado meus cabelos agora compridos.<br />
Eu o estava esperando, e ele também sabia disso. <br />
Trazê-lo no mesmo local onde o encontrei pela primeira vez, quando estava apenas caminhando na noite, era apenas para facilitar a conversa, não imaginava que ele fosse hostil, mas também não parecia totalmente amigável. Dava para sentir naquele sorriso mordaz, como se apenas estivesse rindo de mim, como em um jogo que eu não entendia as regras.<br />
<br />
      Para muitos eu parecia ameaçador neste corpo jovem, um corpo que não era meu. Meu verdadeiro corpo foi roubado em uma experiência mal sucedida na época em que eu ainda era Supervisor Geral da Talamasca. Até acredito que tenha sido uma boa troca, embora não pensasse assim na época, eu já era muito velho naquele tempo. Mas não é <br />
<br />
<br />
<br />
disso que eu quero falar, esta estória já foi contada no livro “A historia do ladrão de corpos”.<br />
Para os vampiros mais novos eu poderia parecer terrível, como devo ter parecido aos olhos da pequena vampira - policial. Mas não para aquele homem. Acredito que Ele não tema qualquer outro ser deste mundo, senão ele mesmo.<br />
<br />
      _A lua está particularmente linda hoje não acha, senhor Talbot? _ ele me falou muito antes que eu pudesse vê-lo e logo surgiu encostado em uma árvore próxima. Não estava olhando para mim, olhava fixamente para a lua pálida, como se esta estivesse conversando com ele.<br />
<br />
      Fiquei em silencio, sabendo que o comentário não fora uma pergunta, era apenas para demonstrar que já estava ali há algum tempo, que estivera me observando enquanto eu o esperava.<br />
<br />
<br />
     Mesmo com meus sentidos de vampiro, não senti sua presença, e nem podia vê-lo com precisão agora, pois, além da capa vermelha que lhe cobria todo o corpo, ele usava chapéu e óculos, dando a ele um aspecto sedutor embora sinistro.<br />
Olhei aquele sorriso sarcástico que brincava nos lábios de Alucard, e por traz da boca bem desenhada os pequenos caninos. Tão sedutores.<br />
<br />
      Foi quando ele abriu mais o sorriso, como se estivesse rindo de mim, que notei que ele estava lendo meus pensamentos. Parecia que ele divertia-se com a idéia de que o acha-se sedutor. Não era estranho entre os vampiros serem atraídos pelos seres do mesmo sexo, mas não desta forma, nem mesmo meu criador Lestat exercia tal fascínio sobre mim. E eu pensava quão difícil deveria ser para a garota estar na presença dele.<br />
<br />
     Assim que eu pensei na vampira, o nome dela me veio em mente, Celas Victoria, e a imagem dela em uma mansão. Ele quem me enviava isso, como se fosse importante para mim registrar esse momento. <br />
Ele estava certo, era importante, era isso o que eu queria com aquele encontro. Registrá-lo, mostrar ao mundo a vida daquele poderoso vampiro, e, ao que me parecia, havia muita coisa a ser contada.<br />
<br />
      Como o de costume não levei nada para anotar o que ele me cotaria, e tinha certeza que me contaria, gravaria na memória e depois os digitaria em minha residência em Nova Orleans.<br />
<br />
<br />
      _Por que você gostaria de saber destas antigas histórias, senhor Talbot?_ eu ainda não lhe tinha pedido nada, mas ele já sabia, e me chamava pelo sobrenome que eu não lhe havia falado.<br />
<br />
      _Seria importante se o mundo soubesse. Apenas isto._ eu lhe respondi, tranqüilo_ Como todas as outras, no final das contas, a maioria não acredita, mesmo que seja como uma ficção,me parece uma história digna de ser contada.<br />
<br />
      _Você tem razão, é uma bela história para pessoas como nós. Mas há muitos <br />
<br />
<br />
<br />
segredos nela que comprometeriam pessoas importantes, a Rainha, a organização <br />
Hellsing, minha mestra, Integra-sama. Há coisas que não devem ser contadas, senhor Talbot.<br />
<br />
    Ele me diz isso olhando em meus olhos e ao terminar me lança aquele sorriso mordaz. Jurava que ele era capaz de matar um humano apenas com aquele sorriso. E ele se deliciava com a minha agonia, dava pra ver naqueles olhos vermelhos por traz das lentes amarelas.<br />
      Só agora notei que a lua o iluminava, permitindo que visse aqueles olhos e o sorriso, como se por vontade do vampiro. Ele estava lá, imóvel, encostado à árvore, um enorme cedro, desde que chegara. Como se para aliviar seu desconforto, sentei-me na grama úmida pelo sereno. <br />
<br />
      _Você tem o direito de omitir o que achar inconveniente, afinal, a história é sua não é?_ devo ter parecido constrangido ao dizer isso. <br />
<br />
       _ Não é apenas minha história, é a estória de Victória, de Integra e da Hellsing, e de antes da Hellsing. Mas sim, é também a minha história, minha vida e minha morte. É a historia do que eu sou e do que fui, ou talvez do que eu penso que fui.<br />
<br />
      Havia um tom de tristeza naquelas palavras que não combinava com aquele vampiro, como se parte dele, contra toda a probabilidade, ainda fosse humana.<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
continua...]]></description>
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                    <title><![CDATA[EPITÁFIO]]></title> 
                    <link>http://motoco.animespirits.net/jornal/2007/07/19/epitafio/</link>
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                    <pubDate>Thu, 19 Jul 2007 16:06:42 -0300</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/27200,1184872002.jpg" alt="" width="267" height="400" border="0" /></div><br />
Até q enfim chegou GRAVITATION 2, já tava enlouquecendo na espera... tanto que eu gostei do segundo volume que passei do ponto da facu enquanto estava lendo.. hahaha.<br />
<br />
Novidades, novidades... já não sei se vou pegar férias mesma... a patroa tinha falado que nas férias eu não irei trabalhar... mas... o pessoal do CED me disse que a coordenação de estágios não fecha nas férias... Como a minha patroa é meio... desligada, acho que eu vou trabalhar sim, mesmo q não todos os dias. (já é alguma coisa né? Eu não queria férias) hahaha<br />
<br />
Acho que hoje to falando muito.... mas sou obrigada a dizer... EU NÃO FASSO IDEIA DE QUEM ESCREVEU ESSA POESIA. Tem bastantes milagres acontecendo ultimamente por aqui, sempre sei os autores...<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<i><div align="center"><br />
Amor <br />
<br />
Amemos&#33; Quero de amor<br />
Viver no teu coração&#33;<br />
Sofrer e amar essa dor<br />
Que desmaia de paixão&#33;<br />
Na tu&#39;alma, em teus encantos<br />
E na tua palidez<br />
E nos teus ardentes prantos<br />
Suspirar de languidez&#33;<br />
Quero em teus lábio beber<br />
Os teus amores do céu,<br />
Quero em teu seio morrer<br />
No enlevo do seio teu&#33;<br />
Quero viver d&#39;esperança,<br />
Quero tremer e sentir&#33;<br />
Na tua cheirosa trança<br />
Quero sonhar e dormir&#33; <br />
Vem, anjo, minha donzela,<br />
Minha&#39;alma, meu coração&#33;<br />
Que noite, que noite bela&#33; <br />
Como é doce a viração&#33;<br />
E entre os suspiros do vento<br />
Da noite ao mole frescor,<br />
Quero viver um momento,<br />
Morrer contigo de amor&#33;</div></i><br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<b><div align="center"><u>   EPITÁFIO</u></div></b><br />
<br />
         <div align="justify">  CAMILA FERNANDES  <br />
A tarde é vermelha, pinta os campos e o lago de dourado e aquece o seu rosto que eu encontro a espreitar o meu. Tenho um espelho nas mãos. Encaro-me nele, investigo as rugas que já se insinuam. Mas não você; tudo o que vê em mim é jovem e fresco. Detrás de mim, me sussurra ao ouvido:<br />
<br />
– Você é tão bela.<br />
<br />
Belo é ter seus braços sobre meus ombros, agasalho humano, e seus dedos nos meus cabelos, o melhor dos pentes. Tudo é perfeito em nós.<br />
<br />
– Não mude nunca.<br />
<br />
E você se ergue no espreguiçar sossegado de quem sabe apenas gozar a vida. Mas eu tenho um espelho nas mãos. E nele o que vejo é a marcha invencível das décadas nublar de súbito tudo o que sou. Tudo o que você ama.<br />
<br />
Serei velha um dia, amor. Quem há de querer uma velha?<br />
<br />
Creio que o assusto quando atiro o espelho no lago. Sorrio e você pensa que é piada – o disfarce do meu desespero.<br />
<br />
– Não mudarei, meu querido – e o que digo é uma jura.<br />
<br />
Escurece, o campo é perigoso à noite, você tem também a sensação de que somos vigiados? São apenas as sombras das árvores. Recolhemos a toalha e a louça. Ainda sinto o gosto da torta de amoras no seu último beijo à minha porta. Mais um chá sob a macieira domingo que vem? Até domingo, então; você pode esperar, mas eu não.<br />
<br />
Eu serei velha.<br />
<br />
No espelho do meu quarto, já sou. O preto dos cabelos desbota para o branco, a pele escorre cinza sobre os ossos e os olhos brilham ainda, mas no fundo de duas covas cavadas no meu rosto pela mão do tempo. O tempo maldito.<br />
<br />
Cubro o espelho com um lençol. Não quero um cadáver a me encarar a noite toda. Fito minhas mãos: ainda são as de uma moça. Suspiro, por hora livre do meu pesadelo desperto. Mas não durmo, pensando no amor, que é caro, no medo, que é grande, e na decadência, que é certa.<br />
<br />
Entretanto, é manhã, e eu me levanto sem ter sonhado. Passar o dia a bordar e coser ou respirar na praça; não, quero estar de pijama, acorrentada à escrivaninha, papel e tinta diante de mim numa sentença que cumpro em versos. Amanhã, levá-los ao editor. No jornal sempre há espaço para a minha poesia.<br />
<br />
Sento-me. Sirvo-me de chá verde. Papéis novos sobre a mesa. Uma carta. Do meu amor? Não há remetente, endereço ou mesmo perfume. Abrindo-a, desdobro uma nota escrita por mão pesada, inábil, agressiva:<br />
<br />
<br />
<br />
Deseja ser jovem para sempre?<br />
<br />
Eu concedo esse desejo.<br />
<br />
Hoje, na esquina da Rua do Poço com a do Alfaiate, à meia-noite.<br />
<br />
Venha só. Não terá outra oportunidade.<br />
<br />
<br />
<br />
Não assina.<br />
<br />
Meu coração quer me arrebentar o peito, bate furioso, tremem-me as pernas como as de uma debutante apaixonada. Apaixonada pelo quê? Uma possibilidade, um sonho... uma mentira?<br />
<br />
Mando vir mais chá. Que seja egípcio: karkadeh me distrai por ser vermelho como sangue. Não quero almoço. Passo o dia a mordiscar biscoitos. Mais alguns versos e estarei curada.<br />
<br />
Deseja ser jovem para sempre?<br />
<br />
Mas nada sai da minha pena. Suponho espetá-la no braço e daí fazer brotar boas quadras, honestas e intensas, mas tenho medo da cicatriz. Quem sabe uma anedota hoje em lugar de um soneto.<br />
<br />
Eu concedo esse desejo.<br />
<br />
Logo estou bebendo aguardente da garrafa que mora debaixo da cama. Esqueço depressa o copo, beijo o gargalo, amante de vidro. A carta não tem nome, mas tem olhos, espia-me de lado, afronta-me...<br />
<br />
Hoje, na esquina da Rua do Poço com a do Alfaiate, à meia-noite.<br />
<br />
Apanho-a, envelope e tudo, amasso-a no punho fechado, atiro-a longe. Mas ela ainda existe dentro do meu escritório, num canto de parede, num canto de memória:<br />
<br />
Venha só. Não terá outra oportunidade.<br />
<br />
Chega a noite e eu tomei minha decisão. Lavo as olheiras, tenho um vestido discreto, o cinza não chama atenção à noite. Um xale nos ombros.<br />
<br />
Levo meia hora a pé até a Rua do Poço. Conheço tão mal a cidade. O frio, a escuridão, o silêncio, tudo sacode meu corpo em calafrios progressivos. Este é um lugar solitário, cama dos desvalidos, parque dos delinqüentes. Estou só e é tarde. Sou louca por ter vindo. Sou louca, não resta dúvida; mereço ao menos recompensa pelo meu atrevimento.<br />
<br />
Por isso, avanço para a esquina onde já me espera o remetente.<br />
<br />
A dois metros dele eu me detenho. O homem é calvo, nem tão velho para o ser pela idade, a cabeça enterrada no corpo muito magro – demais, talvez, para pensar em me fazer mal. Parece tão frágil nas pernas longas e finas, nas costas arqueadas. Sinto pena do seu corpo. Mas tenho medo da sua face – não consigo vê-la assim tão longe do poste mais próximo.<br />
<br />
– Eu vim – digo-lhe. – Por isso, fale: o que pode me oferecer?<br />
<br />
Agora é ele quem se adianta, o lampião de gás revela no seu rosto uma testa fechada, um nariz de abutre e uns olhos sem cor, duros como a vida. A boca é um rasgo cruel na face cor de cera, que se abre para responder:<br />
<br />
– Tudo.<br />
<br />
Ele é tão... feio. Sinto pena e algum nojo; recuo e não desisto.<br />
<br />
– E qual é o seu preço?<br />
<br />
Agora ele apenas me sorri. Meu coração quer fugir pela boca. Seu sorriso é horrível como só a morte. Seus dentes são amarelos, terminam em punhais, punhais em toda a sua boca, dentes em ponta como os de um cão, de uma serpente, de um tubarão, ou todos juntos. E todos juntos avançam para mim.<br />
<br />
Eu...<br />
<br />
Eu tenho um sonho, amor, no qual você é triste. O dia é nublado, como poderia ser de sol? Eu me deito numa cama de cetim. Estou no meu vestido azul, aquele que eu deveria usar nas missas. Chovem rosas sobre o meu corpo, lentas como as horas de espera por você. Não nos veríamos só no domingo?<br />
<br />
Você me atira uma flor. Tudo é tão devagar. O tempo já não passa em meu leito macio. Venha deitar-se comigo... Mas você se vira, dá-me as costas, caminha para longe. E tudo se torna chuva.<br />
<br />
Meus olhos se abrem vagarosos. Silêncio. Escuridão. Meus dedos tateiam paredes muito estreitas.<br />
<br />
Entendo...<br />
<br />
Meu caixão é forrado de cetim.<br />
<br />
Fim. </div>]]></description>
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                    <title><![CDATA[A casa dos fundos]]></title> 
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                    <pubDate>Tue, 17 Jul 2007 17:08:13 -0300</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/27012,1184702893.jpg" alt="" width="350" height="365" border="0" /></div><br />
Ola&#33;&#33;&#33;&#33;&#33;&#33;&#33; Foto da Rukia, nada a ver com a cronica.. hahaha, mas é q estou feliz, parece q bleach vai ser lançado no brasil... Eu vo a falencia, serio. hauahuaahua, to pensando em fazer outro estagio pela malha... Tenho q sustenmtar o vicio né???<br />
hauahuahau<br />
<br />
mas vamos lá então... depois de uma noticia boa tem q vir uma ruim né??<br />
Bem... essa semana eu to entrando de ferias da facu, e consequentemente do estagio tbm, entao vo ficar sem AS por umas duas semanas pq to sem net em casa, a menos q um milagre acontessa e meu pc resolva agir como um computador normal... hauahuahau. mas eu dou uma passada na lan p dar uns OIS aqui.<br />
<br />
E dessa vez tbm tem poesia. Mas... somente para variar, já que eu costumo ser muito previsivel né? vou postar uma poesia que nem tem sangue&#33;&#33;&#33; hahahaha, mas quanto a cronica... essa eu nao prometo. rs...<br />
<br />
Para as minnhas filhinhas lindas deh-chan, beltante e rowan-mayfer, e para o Tigre... espero que gostem&#33;&#33;&#33;&#33;<br />
<br />
beijusss<br />
<i><b><br />
<br />
<br />
<div align="center">Anjo de Marfin</div><br />
<div align="center"><br />
Selvagem fera de ardentes desejos<br />
Anjo de marfim dos negros olhos<br />
Abraços calorosos e beijos de doce veneno<br />
Perco-me em teu mundo, <br />
Em teus braços em teus olhos<br />
Olhos que se fecham quando <br />
Teus lábios trêmulos tocam meus lábios quentes<br />
Anjo negro, meu anjo<br />
Tão pouco inocente <br />
Mas tão belo <br />
Meu príncipe celeste<br />
Palavras sussurradas no escuro<br />
Como odes cantadas a deusa<br />
No escuro das noites sombrias<br />
Mãos que me envolvem, <br />
Puxando meu corpo para junto do teu<br />
Confissões ditas com os olhos<br />
Ardentes desejos<br />
Corpos juntos sob o luar<br />
Olhando as estrelas pintadas no teto de meu quarto<br />
Deitada só em meu quarto escuro<br />
E ao lado de minha cama<br />
A imagem de marfim de meu anjo <br />
Apenas mais um sonho<br />
Mas um doce sonho com meu anjo de marfim<br />
Meu imaginário príncipe celeste.</div></b></i><br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<div align="center">A Casa dos Fundos <br />
© Camila Fernandes</div><br />
<br />
<br />
<br />
Eu não me achava gostosinha aos dezesseis. Mas fiquei convencida quando ele me lançou aquele olhar canibal.<br />
<br />
Fazia calor e fui pegar sol enquanto tomava o café da tarde. Quase larguei o <br />
copo de suco e o pão no chão quando dei de cara com o sujeito parado ali na sacada, apoiado na grade frouxa que podia ceder a qualquer momento, fumando e me encarando como se estivéssemos prestes a ir pra cama juntos.<br />
<br />
- Quem é você?<br />
<br />
O mané riu debochado. Vá lá, não era mané. Era um exagero de homem. Não pude evitar encará-lo de volta. Cabelos pretos jogados na testa, pele tostada, olhos cor de cerveja que não pareciam ser realmente daquele rosto. Jeans, camiseta justa, básico, no ponto. Jogou sua bituca no chão e apagou-a com o pé. E respondeu:<br />
<br />
- Talvez a resposta às suas preces?<br />
<br />
Desviei o olhar quando vi que ele estava mentalmente comendo as minhas pernas.<br />
<br />
- Se liga - retruquei, querendo parecer forte. - O que é que você tá fazendo na minha varanda? Pode ir rapando daqui, senão...<br />
<br />
- Ah&#33; Você tá aí. - A voz que vinha das minhas costas era de Clélia. Ela foi <br />
avançando pela sacada, pegando na mão do cara e puxando em direção ao seu portão. Ela me deu um oi enviesado e rebocou o bonitão pelo corredor que levava a sua casa.<br />
<br />
Clélia vivia na casa dos fundos. Eu morava com meus pais e meu irmão na da frente. O locador gostava de nós e no contrato constava que a área da varanda e do jardim nos pertencia, sendo vedado ao morador da casa nº.2 transitar por ali, ou qualquer outro palavreado empolado que os advogados adoram. Clélia, aliás, era advogada, provavelmente em começo de carreira ou muito ruim, pois a casinha que alugara não era grande coisa. Eu já entrara lá no tempo em que estava vazia com um ou outro namoradinho, só pra me divertir um pouco, mas ninguém com quem eu tivesse ânimo de perder minha virgindade. Cozinha, banheiro muito apertado, sala e, no andar de cima, dois quartinhos acarpetados, próprios para criar pulgas.<br />
<br />
Quando ela se mudou, não ficamos felizes. Vimos uma moça de uns 30 anos e esperávamos crianças, cachorros, papagaios e tudo o mais que fosse capaz de arruinar o silêncio tão prezado na minha casa. Mas Clélia morava sozinha. Só que fazia barulho por uma família inteira, com os tamancos de madeira e telefonemas em viva-voz tarde da noite.<br />
<br />
Por sobre o muro baixo que separava nossos territórios, o sujeito piscou pra mim antes de fechar a porta atrás de si.<br />
<br />
Não tirei os olhos amarelos da cabeça. Não comentei sobre o episódio da varanda com meus pais. À noite, recusei um convite pra pegar a matinê numa danceteria do bairro. Estava enjoada de ouvir som eletrônico e ser abordada por pirralhos de topete oxigenado. Preferi ler um pouco. Estudava espanhol e meu pai tinha uma edição argentina de D&#39;Artagnan e os Três Mosqueteiros. Fui pra cama com os três, ou melhor, quatro - afinal, o rapaz do título não era mosqueteiro também?<br />
<br />
Fiquei na dúvida. Estava mais concentrada nas conversas que atravessavam a parede. Meu irmão era moleque e eu, primogênita, ficara com o quarto maior, grudado ao cômodo que Clélia escolhera como dormitório. Vez ou outra eu socava a parede pra ela abaixar o volume da TV. Mas agora eu ouvia Elis tocando baixinho do outro lado e risadinhas ocasionais. Será que ele era bom de piada? Logo Clélia ia ver se ele era bom de outra coisa. E eu também.<br />
<br />
A música parou. Ninguém virou o disco. Estavam ocupados. Apurei os ouvidos. <br />
Sentia-me esperta no meu jogo de invasão de privacidade. Sentia-me importante como dona dos segredos de alguém. Naquela semana eu ouvira o quebra-pau entre Clélia e o namorado, o bater de portas, os pneus do carro cantando. Não sabia se eles haviam rompido. Mas agora ela tinha outro em sua cama, a esperta.<br />
<br />
Começaram os gemidos. Toquei a parede que me separava da dupla entusiasmada. <br />
Fechei os olhos. Peguei-me imaginando cenas. Ele, o cara sem nome, por cima, mexendo o quadril em círculos, sem pressa; depois, a garota por cima, pulando sobre ele como uma amazona a galope; então, ela se pôs de quatro e ele agarrou seus quadris, trazendo-a para frente e para trás, estocando, estocando. A garota pedia mais. Quando olhei para o rosto dela, era o meu.<br />
<br />
Esparramei-me na cama banhada de suor. Não sei dizer o que aconteceu então. Eu me sentia esgotada. Sentia a parede pulsar nos meus dedos. Eles não paravam mais. Caí num sono leve, um sono quase acordado, embalada pela canção de gemidos.<br />
<br />
Quem nunca teve a impressão de flutuar por um instante e acordar de repente, chutando ou socando algo num sonho? Algo vermelho piscou na minha mente, algo brutal. Uns olhos vidrados, sem vida. Um corpo abandonado na cama. Dei um tranco com o pé, voltei a mim, vi-me deitada, pernas entreabertas num convite. <br />
Fechei-as por instinto. Fui ao banheiro lavar o rosto.<br />
<br />
Não sei o que me levou a olhar pela janela. Mas foi o que fiz e o vi. Ele estava apoiado ao muro que separava os quintais. Olhava para a janela, como se me esperasse.<br />
<br />
Lá fora o ar estava fresco demais para o meu pijama indecente. Senti arrepios no corpo todo. Cruzei os braços, escondendo os seios e fazendo cara de paisagem. O motivo da minha vergonha ia muito além dos meus trajes reduzidos. Estar ali me envergonhava. Ele me envergonhava. Busquei o controle por meio do diálogo mais óbvio.<br />
<br />
- Qual é o seu...<br />
<br />
- Não. - Ele pôs dois dedos sobre a minha boca. - Você não tem que saber meu nome. Nem eu o seu.<br />
<br />
Descruzei os braços. Ele aproveitou para chegar mais perto. Seu peito tocou o meu. Sua mão ainda estava na minha boca. Às minhas costas eu tinha o muro. Tarde <br />
demais pra desistir.<br />
<br />
O indicador pressionou meus lábios até separá-los. A língua veio depois. Senti o gosto do seu jantar, mas isso não nos deteve. Agarrei-o com força sem saber que o agarrava, sem saber de onde vinha aquela força que seus braços repetiam em mim, colando meu corpo ao seu. Então... ele parou. Devia pensar que eu era uma caipira. Mas apenas riu e me perguntou num sussurro:<br />
<br />
- Quantos anos você tem, menina?<br />
<br />
- Dezes... Dezoito.<br />
<br />
- Mentira.<br />
<br />
- E daí? - Sustentei o olhar.<br />
<br />
- Ainda é nova demais. Mas não se preocupe. Eu volto pra te buscar.<br />
<br />
Saiu andando, passou pelo portão da casa dos fundos, depois pelo portão do <br />
terreno, que abriu com a chave dela. Fiquei sem saber o que queria dizer com "volto pra te buscar". Na cama, segui acordada até a madrugada pensando sem querer em mil fantasias nas quais nós nos reencontrávamos anos depois e vivíamos um grande amor, uma paixão tórrida ou algo igualmente brega.<br />
<br />
Na segunda-feira, senti falta dos tamancos de Clélia pela manhã. E do tilintar desenfreado de chaves depois do desjejum. E dos recados em viva-voz no final do dia. Até do cantarolar no banho de duas horas que enchia meus ouvidos toda noite. Só o que eu ouvia agora era o telefone tocando, irritante, ignorado. Não é que eu gostasse de nada disso. É que... alguma coisa estava muito errada.<br />
<br />
Lá pelo meio da semana atendi a um telefonema do namorado - ou ex - de Clélia.<br />
<br />
- Desculpa ligar assim, mas sabe o que é? Estou ligando já faz uns dias e ela não atende. Sei lá se o telefone dela tá com algum problema ou ela que não quer atender. Deve ter colocado a Bina, né? Tava louca da vida comigo outro dia... <br />
Mas então... eu queria te perguntar se você sabe dela. Já deixei uns mil recados na secretária eletrônica. Briga de casal é foda, mas passa. Quem sabe se você falasse com ela...<br />
<br />
Não sei se foi por pena ou bisbilhotice, mas minutos depois eu socava a porta da casa dos fundos chamando por ela. Também não sei por que me ocorreu simplesmente virar a maçaneta. A porta estava destrancada.<br />
<br />
Na cozinha, um resto de espaguete com algo mais fedia. Dois pratos dentro da pia enfeitavam o ambiente com moscas. O nojo quase me expulsou, mas a morbidez da minha curiosidade me fez ficar. Subi as escadas chamando seu nome. E se estivesse doente? Prostrada demais para erguer uma mão? Bem. Nenhum cara é assim tão bom de cama.<br />
<br />
Eu pensava assim na hora. Agora, não consigo pensar em outra coisa que não a imagem que se cravou na minha mente quando entrei no quarto de Clélia. Gritei, gritei até perder o fôlego, como se meu alarme pudesse reverter o quadro, apagar a tinta do tempo, impedir a formação de uma memória. Tarde demais. O corpo de Clélia, antes roliço e vistoso, jazia cinzento sobre os lençóis, murcho, coberto de moscas que tateavam o que já havia sido um par de seios fartos, uma boca sorridente, uma mulher cheia de vida. Um borrão escuro de sangue velho empapava o lençol junto ao seu pescoço.<br />
<br />
É claro que a polícia não nos deu os detalhes apurados na perícia. Mas eu sei o que vi. Vi um corpo esgotado, sugado, espremido como um limão, sem uma gota de sangue dentro de si. Ainda o vejo às vezes quando não quero. E penso no gosto acre que senti na língua do amante sem nome que a exauriu em mais de um sentido. <br />
Que me beijou com uma boca assassina. Que poderia, naquele beijo, ter me <br />
devorado também.<br />
<br />
Meus pais não quiseram continuar na casa da frente. Soube depois que o <br />
proprietário, sem conseguir arranjar novos inquilinos, mandou demolir todo o imóvel.<br />
<br />
Penso às vezes na razão de ter sido poupada. Talvez ele tenha tido pena da minha imaturidade, do nada que eu havia vivido até então. Talvez tenha preferido me deixar com o benefício e a maldição da dúvida. Eu volto pra te buscar. Isso foi há cinco anos. Ele não veio.<br />
<br />
Ainda.<br />
]]></description>
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                    <title><![CDATA[Deserto...]]></title> 
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                    <pubDate>Fri, 13 Jul 2007 15:38:47 -0300</pubDate>
                    <dc:creator>~Matsumoto-Ann</dc:creator>
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                    <description><![CDATA[<div align="center"><img src="http://uploads.animespirits.net/comunidade/jornal/26837,1184351929.jpg" alt="" width="107" height="160" border="0" /></div><br />
Primeiramente... uma poesia, para o felino mais Kawai do AS (preciso citar nomes??) hahaha<br />
São versos simples, da amiga de uma amiga, mas que eu adoro...<br />
<br />
<br />
<br />
<div align="center">DIAMANTES<br />
<br />
AH&#33; COMO EU SONHAVA<br />
EM PODER ACREDITAR<br />
QUE TERIA UMA AMIZADE <br />
QUE NINGUEM FOSSE TIRAR<br />
<br />
AH&#33; COMO EU QUERIA <br />
PODER DAR UM DIAMANTE <br />
À QUEM CHAMEI DE AMIGOS<br />
E TOMEI-LHES POR AMANTES<br />
POIS ASSIM COMO A  AMIZADE<br />
O DIAMANTE É ETERNO<br />
QUEM NÃO TEM AMIGOS <br />
VIVE NUM TOTAL INFERNO<br />
<br />
AH&#33; COMO EU QUERIA <br />
QUE TODO MUNDO ACREDITASSE <br />
QUE UM AMIGO É UM IRMÃO<br />
E COMO IRMÃO O AMASSE<br />
<br />
À QUEM CHAMEI DE AMIGO<br />
DECLARO ESTES VERSOS<br />
PRA DIZER QUE A AMIZADE <br />
É MAIR QUE O UNIVERSO<br />
<br />
MESMO QUE ME ABANDONES <br />
CONTINUAREI TE AMANDO<br />
E SE DE MIM PRECISARES <br />
ESTAREI TE ESPERANDO........... <br />
<br />
Raquel Aires </div><br />
<br />
<br />
Agora... a segunda parte do jornal...<br />
Acho que essa cronica não merece ser assinada por mim como Matsumoto Ann ou Motoco, merece uma alcunha mais antiga... vamos assinar como... Vampira Liriel (bem antiga). Não sei se ficou boa, faz muito tempo que não escrevo nada Horiginal e gótico, nem sei se ficou gótico...<br />
Mas espero que gostem...<br />
<br />
<br />
Não entendia o que ainda estava fazendo naquele lugar horrível, odiava Nova Yorque e ainda assim permaneceu lá por toda a vida. Mas, pensando bem, não tinha nenhum lugar melhor para ir, não gostava de nenhuma cidade ou pais em especial.<br />
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Varias vezes pensou em retornar para os desertos de onde seus pais vieram. Ele era descendente de árabes. Mas também achava que os desertos eram mais interessantes nas historias infantis que ouvia quando era criança, do que eram realmente.<br />
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Nas ultimas noites vinha tentando encontrar um sentido para sua existência. Já estava beirando os 40 anos, morava sozinho em um apartamento horrível, não tinha uma namorada, nem amigos, nem mesmo um cachorro que lhe fizesse companhia e agora também não tinha um emprego.<br />
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Naquele inicio de noite encontrou a solução para seus problemas. Estava na rua agora, indo comprar os remédios para dormir pela eternidade.<br />
Teria poupado tempo se tivesse cortado os pulsos ou se enforcado, ou quem sabe, até pulado da janela do seu apartamento no 8º andar. Mas tinha sangue demais, era violento demais, traumatizante demais, para os outros claro, já que ele já estaria morto de qualquer jeito.<br />
Depois de muito pensar escolheu aqueles remédios para dormir, tomaria vários deles e nunca mais acordaria.<br />
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Entrou na farmácia, pequena e empoeirada, o balconista da noite o atendia como se lhe estivesse fazendo um favor, e era isso que mais odiava naquela cidade. Comprou os remédios que queria e foi embora, sem dizer um Boa noite e nem deixar o troco, levou o dinheiro apenas por que o balconista era antipático, afinal, não precisaria mais do dinheiro para onde estava indo.<br />
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Andou devagar pelas calçadas, detestando a paisagem mesmo em suas ultimas horas de vida. Jogou o troco do remédio a um mendigo que dormia abraçado a uma garrafa. Virou a ultima esquina que levava ao seu prédio.<br />
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Tão desatento que estava ao mundo a sua volta que esbarrou em uma mulher ao virar a esquina. Quase a derrubou com o impacto, mas segurou o corpo dela pela cintura impedindo que ela caísse, mas não que derramasse o café que trazia em um copo de papel.<br />
A mulher desvencilhou-se dele, irada, tirando a jaqueta molhada com o café quente.<br />
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- Me desculpe, não vi você- disse abaixando para juntar o os óculos dela. Olhou para a mulher a sua frente, estático perante a visão de seus olhos vermelhos como o fogo.- Jinn...- Sussurrou para si mesmo.<br />
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- Há muito tempo não ouso essa palavra.- a mulher pareceu se alegrar mediante o nome de seu povo.<br />
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Ao que podia lembrar de todas as historias, os gins eram o povo do fogo que viviam nos desertos de seus ancestrais.<br />
Devolveu os óculos dela, sem desviar seus olhos da mulher morena.<br />
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- eu te arrumo uma roupa seca, moro naquele prédio ali_ disse saindo do transe e apontando um prédio no outro lado da rua.<br />
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- Eu aceito sua ajuda por que logo o café secará e neste frio não seria interessante estar com a roupa molhada, mas vou logo avisando, eu não concedo desejos como nas suas lembranças.<br />
A mulher colocou os óculos e o seguiu pela rua. Ele não precisava que a Jinn realizasse seus desejos, tinham no bolso tudo o que desejava para sua vida.<br />
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Um vento gelado soprou forte e ele o odiou, por que era... gelado, mas se fosse morno ou quente também teria odiado.<br />
Entrou no elevador com a mulher ao seu lado, sem dizer uma única palavra, tão silenciosa quanto um dia no deserto.<br />
Entrou no apartamento, estava arrumado, deixou-o quase pronto para o próximo morador. Separou para a Jinn a melhor camisa e jaqueta que encontrou, não precisaria mais daquelas roupas.<br />
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- Eu posso tomar um banho? O café passou por toda a roupa...- ela tirara os óculos, fitando-o com os óculos da cor do crepúsculo no deserto, seus olhos eram como esferas de fogo.<br />
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Não entendia o porque, mas deixou que ela tomasse um banho.<br />
Sua avó sempre dizia para não confiar em um Jinn, e para nunca pedir nada