~Matsumoto-Ann |
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› Nome: Matsumoto Ann › Email: › Status: Usuário › Sexo: Feminino › Localização: Palhoça/SC › Aniversário: 07 de Setembro › Idade: 19 › Data de Registro: 24/04/2007 às 00:33 › Última visita: 19/08/2008 às 18:04 › Status: Offline |
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Postado em 26/06/2008 às 09:33![]() Esse conto é da Marion Zimer Bradley, uma altora que adoro... quando terminei de ler logo pensei... tenho que achar ele na net e colocar em um jornal... esse conto fuica pra voces minhas duas filhotas lindas... Beltante e Deh, e pras minhas netas maravilhosas... Chika e Cris!! TRAIÇÃO DO SANGUE Todas as noites, enquanto a escuridão envolvia o Castelo di Speranza, a pequena Condessa, Teresa, descia para tripudiar sobre o prisioneiro. Havia formalidade nessa visita, tão estilizada quanto os movimentos de algum sacerdote pagão celebrando algum ritual antigo diante do altar. poder beijar sua mão.Primeiro, ela dispensava todos os criados, até mesmo o surdo-mudo Rondo, que lhe obedecia como um cão treinado. Depois, a cada noite, machucando outra vez as frágeis mãos no aço, ela puxava os ferrolhos de seu quarto, prendia as trancas de cada janela. Se algum observador mítico pudesse se esconder por trás das cortinas, perceberia uma coisa estranha: em cada ferrolho de metal, inscrito de forma tosca e meticulosa por mãos que não estavam acostumadas a esse trabalho, havia o sinal da cruz. Ela se ajoelhava por um momento diante do oratório de carvalho, cruzando os dedos sobre as contas; era um mero hábito, pois há muito que deixara de rezar. O espelho no outro lado do quarto exibia o seu vago reflexo, um padrão indefinido de preto e branco; os cachos pretos dos cabelos aninhavam-se em renda fina, o preto de um vestido de luto cruzado pelos dedos das mãos alvas sobre as contas de marfim, o rosto - encovado até a brancura dos ossos, de alabastro - marcado pelas sobrancelhas pretas. Um rosto feito para a ternura e o amor, mas agora impiedoso e cruel, os olhos irradiando ódio, a boca suave contraída para uma linha fina e pálida. Uma santa, transformada pelo tormento duplo do pesar e da vingança jurada contra um demônio das profundezas. Levantando-se e largando as contas, a Condessa ergueu a tampa de um baú todo lavrado, tirou um chicote de couro trançado com três pontas. Em cada extremidade havia pedaços de aço afiado; o couro era enegrecido e nos pedaços de aço havia manchas opacas, de um marrom-avermelhado. Ela tocou com as pontas dos dedos no aço e retirou a mão no mesmo instante; o aço afiado lhe tirara sangue. Deu de ombros, ignorando a dor. Na pega de couro do chicote, toscamente cortado por uma faca inábil, havia também o sinal da cruz. Não houve nenhum rangido quando ela puxou a tranca do painel secreto. Aquela porta era mantida sempre oleada, em perfeitas condições. Com uma vela levantada por uma das mãos, a Condessa desceu a escada, tão silenciosa quanto sua própria sombra, as saias varrendo teias recentes e fazendo com que pequenas aranhas corressem para as rachaduras na pedra. O cheiro salobro de águas subterrâneas estagnadas subiu ao seu encontro. Houvera um tempo em que suas narinas delicadas tremiam a esse cheiro, mas isso pertencia ao passado distante. Ela própria mal percebia como mudara, como deixara de ser aquela jovem com medo de cada sombra, os dedos frágeis sangrando da luta com os ferrolhos enferrujados, que descera pela primeira vez aqueles degraus, em desespero e terror. Ela parou por um instante e suspirou. "Por que estou indo?", indagou, quase em voz alta. Como um eco das profundezas úmidas, houve um sussurro e um suspiro: "Venha."Duas voltas da escada sinuosa, e ela entrou num corredor arqueado, iluminado pelo tênue luar que se filtrava através de longos poços de ventilação, construídos há muitos séculos. Havia na passagem os remanescentes de uma época mais sombria: barras de ferro enferrujadas de uma roldana ainda sugeriam a estrapada, barras cruzadas como um divã duro, o sombrio olhar verde-bronze de uma Dama de Ferro. A Condessa mal olhou para essas coisas, que outrora a faziam estremecer; agora, pareciam amigas familiares. Até aventou por um instante uma possibilidade - podiam ser restauradas - antes de virar a última curva na passagem, parando diante de uma grade de aço que se erguia do chão ao teto em arcada. Pegando a chave grande na argola pendurada em seu cinto, ela abriu a grade e passou. Boa noite, Condessa. - disse o homem acorrentado à parede. A Condessa inclinou a cabeça. - Também lhe desejo uma boa noite, senhor. - respondeu ela, em sua voz melodiosa, cuja modulação era um hábito tão profundamente arraigado que nem mesmo a transformação de donzela em demônio podia alterar. Ela contemplou o homem à sua frente; os braços estavam envoltos por punhos de ferro, presos à parede por correntes compridas, que passavam por uma argola ali. As pernas também se encontravam contidas em argolas de ferro nos tornozelos, unidas por uma corrente. Uma camisa branca esfarrapada e um culote de couro com manchas escuras constituíam toda a sua vestimenta; quando ele inclinou a cabeça, no entanto, os cabelos louros refletiram o brilho da vela e a sombra instável na parede de pedra parecia ter asas largas. A mulher, mantendo-se cautelosamente além do alcance da corrente, examinou as feições do prisioneiro, suaves, afiladas, sutilmente sensuais. Quando ele tornou a levantar a cabeça, os olhos, ardendo com algum fogo estranho, encontraram-se com os da Condessa. E ele estremeceu, como se experimentasse alguma dor terrível. O longo olhar foi quase como o de um amante. A Condessa ficou outra vez abalada pela estranha beleza do homem acorrentado. Beleza? Uma palavra insólita, mas era mesmo beleza, a beleza de uma águia irrequieta engaiolada, batendo as asas com o intenso desespero e a agonia de sua ânsia inumana. Mas o homem baixou os olhos, primeiro, embora houvesse uma insinuação de escárnio em sua voz quando falou: Está linda hoje, Madonna. Lamento não Um espasmo de emoção indefinível pareceu convulsionar o rosto da Condessa. - Pode beijar, se quiser. - disse ela, bruscamente. E estendeu os dedos delgados, esfolados e sangrando. Era um gesto zombeteiro, mas ele pegou a mão estendida e baixou a cabeça para encostar os lábios. Depois, abruptamente, debateu-se como se uma súbita loucura o possuísse, as mão acorrentadas apertando o pulso da Condessa, puxando a mão dela para seus lábios, avidamente. Num gesto rápido, ela levantou o chicote com a mão livre e desferiu um único e brutal golpe. O homem encolheu-se e nesse instante a Condessa voltou a ficar longe de seu alcance, os olhos flamejando. - Eu tinha esquecido - zombou ela. - É lua cheia e você... está com fome. Ele permaneceu derreado nas correntes, sem se dar ao trabalho de responder à provocação. Só depois de um longo tempo é que murmurou:- Ah, a lua cheia de novo... Não tem pesadelos, Madonna? Ela estremeceu como se afastasse a lembrança, mas disse em voz firme: - Eu me considero afortunada se você não puder me causar mais mal do que isso... provocar-me pesadelos! Um espasmo de repulsa contraiu os lábios da Condessa. Subitamente ela recuou, levantou outra vez o chicote e gritou, em voz retumbante: - Angelo, Conde Fioresi, alimentou-se de sua última vítima... Vampiro! Ela soltou uma gargalhada.- Por três meses mantive-o acorrentado, observei suas forças diminuírem e sua fome diabólica aumentar! No mesmo instante ele sacudiu freneticamente as correntes, mas o esforço foi débil e logo desistiu, exausto, encostando-se na parede. Houve um tempo em que você poderia romper essas correntes, - comentou a Condessa, num triunfo cruel - se eu não tivesse esculpido a cruz em cada grilhão! Agora, acho que até mesmo correntes comuns poderiam contê-lo! Ele deu um impulso com as mãos para se empertigar, murmurando: - Madonna, minha vida está à sua mercê; pode encerrá-la quando quiser. Ninguém poderia culpá-la, se me matasse. Mas porque sente prazer em me atormentar? - Precisa perguntar? - gritou ela, numa voz estridente e angustiada, o último resquício da jovem que fora apenas três meses antes. - Você, que veio a este castelo como meu pretendente, enganando meu pai ao se apresentar como neto de seu mais antigo amigo? Quantas vezes ele falou a seu respeito, dizendo que sentia, quando estava em sua presença, que o amigo da juventude retornara dos mortos? Não podia imaginar a verdade que havia em suas palavras! - Nada disso. Se quer contar outra vez essa velha e triste história, então relate a verdade. Não passa de invenção essa alegação de que volto dos mortos. Não morremos. Vivemos muitas vezes a duração da vida dos mortais, a menos que um acidente interrompa a nossa vida... ou... ou... sejamos privados por tempo demais de nossa outra fonte de vida. O rosto convulsionado da Condessa parecia tremer na semi-escuridão. - Que seja assim. Seu velho amigo, meu pai, adoeceu e morreu, depois foi meu irmão Rico, de uma doença que o fez definhar. E por último Cassilda, a irmã que me criou quando fiquei órfã, abandonada em terra profana... e ainda assim tentou casar comigo. - Madonna, chama-me de demônio ...E pode negar? Pode afirmar que é humano, você que não tocou em comida ou bebida em todos esses meses desde que eu o trouxe para cá? - Admito que não sou um humano da sua espécie - murmurou ele, de cabeça baixa. - Minha raça é muito mais antiga do que a sua, Madonna, talvez criada antes que seu Deus concedesse o domínio à sua espécie. Como alguns animais, nós vivemos... depois que passamos da juventude... apenas pelo sangue de coisas vivas. Até completar trinta anos, eu me julgava como os outros homens. Seja como for, Condessa, eu não matei sua família. E que diferença isso faria? Seu irmão mais velho, Stefano, foi morto num duelo com o senhor de Monteno, mas apesar disso os Monteno são recebidos como hóspedes de honra aqui em Castelo di Speranza. Eu não sabia... - Ele pareceu subitamente se contorcer em dor. - Eu não sabia que a morte já se encontrava em sua família quando cheguei aqui. - Está mentindo!O chicote assobiou pelo ar e foi atingir o homem no rosto e peito. Ele soltou um grito rouco, e um sorriso cruel estampou-se no rosto da moça. Sinto alegria em saber que você pode sofrer! - exclamou ela. - Sofra como eu sofri! A chicotada arrancara sangue; ela olhou para as gotas escarlates com um estranho sorriso de exultação. - Tome cuidado, Madonna - murmurou Conde Angelo Fioresi. - Eu procurava o sangue dos homens para não morrer; você vem procurá-lo por prazer. Ela levantou o chicote de novo, mas baixou-o sem desferir o golpe. - Por que não posso querer a sua morte? Por que ainda não o matei? Por que não posso livrar a doce terra do Senhor de uma coisa como você? - E por que tem pesadelos? - indagou ele, suavemente. - E por que houve um tempo em que me amou, Madonna? Seu Deus proibiu a vingança aos fiéis. Por que não pode me entregar à vingança Dele e ao inferno... ou à Sua misericórdia? Ela virou-se abruptamente e fugiu pelo corredor, subiu a escada em caracol. Os passos ecoavam pela noite. E Conde Angelo Fioresi, homem, monstro, Vampiro, o que quer que ele fosse, baixou o rosto para as mãos e chorou. A Condessa escancarou as janelas de seu quarto, estremecendo quando o vento noturno soprou o fedor da masmorra de suas roupas; teria se ajoelhado se as palavras do Vampiro não ardessem em seu coração; Deus proibira a vingança. O que me tornei?, ela perguntou a si mesma, atordoada. Deitou-se na cama enorme, mas temia dormir, tão intenso era o horror dos pesadelos que a dominavam. Era algum encantamento maligno do Vampiro que mantinha acorrentado, ela pensou; e, no entanto, tão profundo era o terror nas noites de lua cheia que ela não se atrevia a fechar os olhos. Permaneceu acordada, recordando como aprisionara a coisa maligna em forma de homem que agora mantinha na masmorra. Quando ele aparecera, mostrara-se bastante insinuante. Ela pensara a princípio que era a mão de Cassilda que ele desejava, pois a irmã era mais velha e mais bonita; e, no entanto, ele tratava Cassilda apenas com cortesia e gentileza. Era essa gentileza que ela agora não podia conciliar com os horrores. Quando o pai morrera, e o irmão em seguida, ela chorara.- Sou malfadada; você não pode me querer agora. Ele sorrira e respondera: - Talvez, quando se tornar minha esposa, o infortúnio se canse de seguí-la. Mas parecia que um encantamento maligno envolvia a todos eles naquela ocasião, pois houve mortes em toda a aldeia, como se fosse alguma doença misteriosa. Ao final, até mesmo Cassilda morrera, embora o capelão do Castelo, Padre Milo, escondesse o corpo de Teresa. Angelo a procurara naquele dia no lugar em que ela chorava, perto da capela - ela podia lembrar agora que ele nunca entrava na capela - o rosto bonito contraído no que parecia ser uma compaixão sincera. Seria de fato uma hipocrisia diabólica? - Teresa, Teresa, não posso suportar vê-la tão sozinha! Agora ela se perguntava: o que teria acontecido se sucumbisse às súplicas de Angelo? Os sinais da cruz que ela fizera o mantinham imobilizado; ele seria capaz de casar? E, na verdade, ela não teria realizado Seu propósito ao prendê-lo no Sacramento? O Padre Milo, tenso e trêmulo em terror, levara-a para a capela naquela noite, fizera o sinal da cruz sobre ela. Pedira-lhe que sentasse num banco, enquanto ficava de pé à sua frente, o rosto contraído em angústia e horror. A princípio ela não prestara muita atenção às suas histórias incoerentes sobre estranhas mortes na aldeia, as marcas encontradas na garganta de seu pai e irmão, a insinuação de algum horror ainda pior envolvendo a morte de Cassilda. Só lentamente, incrédula, ela compreendeu o que o padre tentava explicar - que aquelas mortes era a obra de um Vampiro! Mas isso não passa de superstição! - protestara ela. O padre sacudira a cabeça. - Não, é obra do demônio, cometida por alguém em conluio com o demônio! O rosto do sacerdote estava muito pálido e contraído. Gradativamente, palavra por palavra, ele a convencera. Mesmo assim, Teresa ainda hesitara em acreditar nas terríveis histórias - que o conde fora visto a voar sob a forma de um morcego da janela da velha torre, que uma santa mulher da aldeia sentira o cheiro de mortalha e caixão à sua passagem; mas quando finalmente se convencera, ajoelhara-se diante do padre, a raiva e o terror dominando seu coração. - O que se pode fazer? O Padre Milo respondera lentamente: A criatura deve morrer. - Só a morte não seria bastante! - gritara ela, em angústia, o rosto tão branco quanto o véu de luto. - Estou lembrando... antes da noite de sua morte, Cassilda sentou ao lado da minha cama e chorou; e eu... eu não sabia o motivo! O Padre Milo pusera a mão sobre a cabeça de Teresa.- Deve aceitar com coragem o que devo lhe dizer agora, minha filha. Cassilda morreu por suas próprias mãos, com medo de sofrer o mesmo destino. - Então a morte apenas não será suficiente para esse monstro! Ele deve sofrer... sofrer tanto quanto eu e minha família sofremos! - A vingança a Deus pertence - protestou o padre. - Não tenho certeza, mas já ouvi dizer que essas monstruosas criaturas do demônio... não podem realmente morrer, mas vivem em seus caixões, de onde saem para procurar o sangue de coisas vivas. Filha, devo ir a Roma e solicitar uma dispensação para lidar com essa... essa coisa, a fim de podermos nos livrar dele para sempre. - Deve partir esta noite.Mas primeiro precisamos tomar algumas precauções, a fim de que ele não possa prejudicá-la ou destruí-la, como fez com sua família. Mantenha-se vigilante, mas não deixe transparecer qualquer mudança em seu comportamento, para que ele não desconfie que já sabemos o que é. E depois, quando eu voltar, poderemos destruí-lo e mandá-lo para o verdadeira morte em seu caixão, para que Deus, em sua infinita misericórdia, possa puni-lo ou perdoá-lo. Teresa cobrira o rosto com as mão, sussurrando: - Uma coisa saída da sepultura, e eu o amei! A misericórdia de Deus? Eu gostaria de vê-lo ardendo por toda a eternidade no inferno! O Padre Milo fizera o sinal da cruz, balançando a cabeça tristemente. Aflige-me que você fale palavras tão terríveis, minha filha. Podem-se fixar limites à misericórdia de Deus? - Para aquele demônio, claro que sim! - Lembre-se, filha de que um santo disse uma vez ao próprio Satã: "Também posso lhe prometer a misericórdia de Deus, quando a pedir em oração." Pense bem, Teresa. O Conde Fioresi é um valente soldado e um gentil fidalgo. Arca com essa maldição do demônio há muitos anos, e para ele deve ser um verdadeiro inferno, longe da vista de Deus. Pode negar que o Deus misericordioso não seja capaz de perdoá-lo um dia Se eu pensasse assim - protestara ela, com veemência -, então encontraria um meio de mantê-lo para sempre afastado desse perdão... para fazê-lo viver e sofrer tanto quanto eu e minha família! O padre limitara-se a responder: Está abalada, o que não é de admirar. Que Deus perdoe suas palavras impensadas. - Ele estendera a mão para ajudá-la a levantar-se. - Preciso partir esta noite. Vamos para o seu quarto, onde providenciaremos toda a segurança possível. Ele fizera o sinal da cruz em cada porta e janela, salpicara-as com água benta. Deixara a porta principal por último, mas nesse instante Teresa sentira um terror súbito e desesperado. Mesmo para se salvar da morte não podia suportar a perspectiva de ficar encerrada por encantamentos, nem que fossem encantamentos santos. Esta eu lacrarei com meu crucifixo, quando estiver no quarto - dissera ela.Mesmo enquanto falava, o plano aflorara plenamente definido em seu coração. - Talvez seja melhor assim - respondera o padre, pensativo, tirando um pequeno frasco do bolso do hábito. - Dê-lhe isto no vinho. Que Deus nos perdoe, filha, mas pelo menos isto o despachará para a primeira morte. Cuidaremos do Vampiro quando eu voltar de Roma, com a estaca e o fogo. - Ele entregara um rosário a Teresa, com toda a reverência. - Isto foi abençoado por um grande santo e é uma herança de minha família. Vai impedir que ele se levante dos mortos até minha volta. Ele estendera a mão sobre a cabeça de Teresa, numa bênção. - E trate de esquecer esses pensamentos iníquos de vingança. Eu lhe ordeno, sob o risco de salvação de sua alma, que reze pela alma dessa ovelha perdida de Deus; reze pela alma de Angelo Fioresi. Mas as palavras caíram num coração duro. Ela inclinara a cabeça, mas clamava por dentro: "Nunca!" Ela prepara pessoalmente a comida e a bebida para a primeira etapa da viagem do padre; mas depois que se despediram e ele se afastara a cavalo, Teresa assumira um sorriso cruel, comprimindo o frasco na mão e murmurando: - Mas você não voltará e a vingança me pertencerá! Depois, virando-se para a porta, deparara com os olhos risonhos do Conde Angelo. Forçou-se a sorrir em retribuição e lhe estendera a mão para um beijo. - Por que o padre nos deixou? - Foi solicitar permissão para o nosso casamento. - Quer dizer que estamos a sós aqui? - Ele a abraçara, sempre sorrindo. - Que sua viagem seja rápida! Mas havia uma estranha contração no rosto de Angelo, e ela se encolhera e se esquivara de seu beijo. - Não agora! Teresa passara aquela noite acordada, sentindo-se como a cabra amarrada a uma estaca para atrair o leão da montanha, a pálida claridade que entrava pela porta aberta iluminando seu rosto, à espera de passos e da sombra, de asas negras entrando em seu quarto. Apertara a cruz em terror, pensando: é mesmo verdade que o Vampiro se move como um gato ou um fantasma, em passos silenciosos. Lentamente, a sombra se inclinara, até que lábios cheios encostaram em sua garganta; e nesse instante, simulando despertar, ela murmurara: - Angelo?- Amor... - Espere um instante - balbuciara ela, com a cruz na mão. - A porta está entreaberta. - Não está, não - respondera ele, virando-se. Mas Teresa correra até a porta, batera-a e empurrara o trinco, ali prendendo o crucifixo, branca como sua camisola. - E agora quero ver se pode sair por onde veio, Conde Angelo Fioresi... demônio, monstro, assassino... Vampiro! - Ela avançara em sua direção, a lanterna levantada. Angelo se virara como um animal na iminência da morte, correra para as janelas lacradas, a outra porta, tudo em vão.- Nunca acreditei muito, até agora - dissera Teresa, numa voz que tremia. - Parecia uma mentira monstruosa, mas agora sei que é verdade! O Conde estendera as mãos em sua direção e ela levantara a cruz para repeli-lo. Teresa esperava que ele avançasse com a intenção de matá-la, mas o Conde não se mexera. - Teresa, não é o que você pensa. Eu lhe peço... imploro que me escute, antes que seja tarde demais. Mas em sua ira e fúria ela não queria escutar. Pegara o chicote e o golpeara no rosto e ombros. Ele gritara e num movimento rápido arrancara o chicote de sua mão, jogara-o no tapete. Tenha cuidado, Madonna - murmurara o Conde. - Sei de muitas coisas que você ignora. E posso lhe garantir, Teresa, que neste momento corre um perigo muito maior do que eu. Quer me ouvir... me ouvir por um momento, em nome do pai que está morto? Ouvir você, seu monstro, assassino, violador de sepulturas? - gritava Teresa, com um sorriso desolado. - A velha história de que me levanto de um caixão? Não, Madonna, ainda não conheci a morte. Nem quero morrer por enquanto. Mas se me matar agora, correrá um grande perigo. Por isso, peço que me escute primeiro. Ele se adiantara, como se fosse agarrá-la e obrigá-la a escutar, mas Teresa pegara o crucifixo no oratório e o estendera à sua frente. O Conde recuara e ela exultara: - Então pelo menos esta superstição é verdadeira? Ele se encolhera, o braço levantado cobrindo o rosto. - Verdadeira em parte, Teresa. Não posso fazer-lhe mal enquanto estiver com esse símbolo de sua fé, esse sinal de que se encontra sob a proteção de Deus. Mas eu lhe imploro, pela última vez... - Poderia me enganar com palavras? Com o crucifixo numa das mãos, ela levantara o chicote com a outra e golpeara o corpo encolhido. O Conde recuara um passo e ela o seguira, o chicote subindo e descendo. - Quer dizer que você pode sangrar e sofrer? - gritara Teresa, em triunfo. - Tanto quanto você - murmurara ele, caindo de joelhos. Protegendo-se com a cruz, Teresa continuara a chicoteá-lo, saboreando cada estalo seco e as linhas de sangue que pouco a pouco foram se cruzando no corpo do Conde. Ao final, ela estava parada por cima dele, ofegante, o Conde sem sentidos e ensangüentado. Com olhares cautelosos, temendo que o desmaio fosse simulado, Teresa correra até a arca e pegara as pesadas correntes. Ela mesma, com seus frágeis dedos, arranhara em cada elo o sinal da cruz, com seu anel de diamante. Depois, chamara Rondo, o surdo-mudo, para ajudá-la a arrastar o Conde pela longa escada e prender as correntes na parede da masmorra. Em seguida, tonta de horror e cheia de satisfação por seu primeiro plano de vingança, ela quase caíra desfalecida em sua cama. - Abra todas as janelas - balbuciara ela para Rondo. - Estou desmaiando. Ele se retirara depois e Teresa adormecera, mas seus sonhos foram terríveis. Tivera a sensação de se levantar e percorrer o castelo como um espectro silencioso, confusos horrores de sangue e rostos agonizantes desfilando por sua mente. Despertara para descobrir que andara no sono e se encontrava debruçada na janela. Será que ele me enfeitiçou?, especulara Teresa, enquanto voltava para a cama, à claridade crescente do dia, e tornava a dormir. Acordara ao crepúsculo e descera para a cripta, tremendo; mas seu medo fora atenuado ao verificar que seu inimigo continuava acorrentado. E assim ela adquirira o costume de todos os dias, ao crepúsculo, descer para a cripta. À medida que os dias passavam, isso fora absorvendo-a mais e mais. Começara a viver só para os momentos em que se postava diante do homem acorrentado, fitava seus olhos ardentes, como um falcão engaiolado; e quando as súplicas do Conde tornavam-se muito perturbadoras, silenciava-as com o chicote cruel, no qual também inscrevera a cruz, a fim de que ele não pudesse arrebatá-lo. Os pesadelos ainda a atormentavam. O encantamento parecia dominar todo o castelo, pois alguns dos criados fugiram, enquanto outros a procuravam com histórias de mortes na aldeia; mas Teresa os ignorava, como se fossem apenas moscas incômodas. O responsável pelas mortes está acorrentado lá embaixo, ela pensava; não podem agora atribuir todas as mortes a visitas sobrenaturais! E ela sentia-se impaciente e cruel com os servos, ansiando apenas pelo momento em que desceria para tripudiar sobre o prisioneiro, depois voltaria para dormir o sono da exaustão. Os habitantes da aldeia se inquietavam porque o Padre Milo não voltava e lhe enviaram uma delegação de velhas para suplicar que providenciasse outro padre. - Estão querendo me dar ordens? - gritara Teresa, andando de um lado para o outro. Depois que a delegação se retirara, ela se contemplara no espelho, horrorizada; vão pensar que estou louca!Assim se passaram três luas, sem que a situação se alterasse. E veio uma noite em que Angelo mal se mexeu quando ela lhe falou, permanecendo aparentemente sem sentidos sobre a palha. Só depois de um longo tempo é que ele abriu os olhos e murmurou: Exulte por meu desespero, Madonna. O fim se aproxima. Mas vejo-a mergulhando mais e mais para o perigo. Por seu próprio bem, eu lhe suplico que acabe logo com isto. - Ah, o demônio estava doente, o demônio quer se passar por monge! Devo instalá-lo na capela do Padre Milo?- Não sou um monstro de crueldade, embora não possa culpá-la por me julgar assim. Mas acontece que continuo acorrentado aqui, Teresa. Por que então as pessoas na aldeia continuam a morrer? Ela deu de ombros, indiferente. - As pessoas assim estão sempre morrendo. Sou responsável por elas, por suas almas ou corpos?A criatura acorrentada lançou-lhe um estranho olhar calculista. - Houve um tempo em que você não falaria assim. Houve um tempo em que você era generosa e devota. - E se virei um demônio do inferno, não foi você quem me fez assim? Ele quase riu.- Claro que não, pois você soube se defender de mim... mas não fez de si mesma um demônio?- Cale-se! - berrou Teresa. - Cale-se! Ela chicoteou-o no rosto. O Conde caiu, com um grito terrível, o sangue esguichando dos lábios partidos. Teresa largou o chicote e ajoelhou-se a seu lado. "Ele falou a verdade", pensou ela. "O fim está próximo. Que ele fique aqui por toda a eternidade. "O crucifixo que ela ainda usava balançava para a frente e para trás, projetando uma estranha sombra no prisioneiro. Um súbito pensamento ocorreu a Teresa. "Já tive minha vingança. Ainda não é tarde demais para deixar de lado meu ódio e fazer o que o Padre Milo recomendou: pôr um fim ao sofrimento dele e entregá-lo à misericórdia de Deus. Só preciso golpeá-lo no coração. Ele disse que não pode se levantar dos mortos. Ainda assim, posso dizer por ele a oração dos mortos, fazer penitência. E depois, eu também me entregarei à misericórdia de Deus. E Angelo... Angelo voltará ao pó onde há muito deveria estar, sua alma se apresentará a Deus para ser julgada pelos crimes que cometeu. "Ela experimentava a estranha sensação de que a masmorra se encontrava apinhada de espíritos observando; era como se ela estivesse em alguma encruzilhada, esperando que uma vítima fosse enforcada ou perdoada... e a vítima era ela própria. Poderia remover o ódio e procurar misericórdia ou... Os lábios de Teresa contraíram-se num terrível sorriso de crueldade. Nunca, jamais poderia renunciar ao prazer que encontrara naquilo! Não, que ele sofresse, que ele sofresse para sempre! Quem precisava do perdão de Deus? Havia muitos além do domínio de Deus! Então é tarde demais - murmurou o Conde. Teresa recuou, mas ele se sentou, com um movimento determinado, segurou-a rudemente, partiu as correntes de suas mãos, depois dos tornozelos. Ela gritou, encolhendo-se, fazendo um esforço para se levantar. Tropeçou no chicote no chão e caiu para as pedras. Angelo, ficando de pé, aproximou-se. - Eu a teria salvado - murmurou ele, depois de um longo silêncio. - Pense em seus pesadelos, Teresa. Não começaram antes mesmo de minha chegada ao Castelo di Speranza? Há muitos anos uma mulher da família Fioresi casou no clã Speranza; e eu sabia que pelo menos uma pessoa de sua família teria... o sangue completo de minha gente. Se fosse Rico, eu o tomaria como meu escudeiro, para guardá-lo e protegê-lo. Eu... eu poderia salvá-la, Teresa, guardando-a como uma coisa mais preciosa que minha própria vida. Velaria por você, tudo faria para mantê-la sã e salva, haveria de mantê-la na inocência do que você era, embora eu tivesse chegado tarde demais para salvar seu pai... Ela gritou horrorizada quando seu cérebro registrou o significado daquelas palavras, mas Angelo continuou, implacável: - Quando Rico morreu, não pude mais suportar. Em desespero, procurando apenas protegê-la, revelei a verdade a Cassilda. Eu... não podia imaginar que ela se mataria de tanto horror. Pensei apenas que juntos poderíamos proteger você, até que eu pudesse conduzi-la com segurança ao conhecimento do que era. Você poderia até aceitar... não como uma coisa de terror, mas apenas como outra espécie de vida; uma natureza diferente, vivendo inofensivamente por suas próprias leis. Não, não fui eu quem matou sua família. Já vivi até agora duzentos anos. Desde o primeiro ano em que soube o que eu era, nenhum homem jamais morreu por meu contato. Sei como... extrair a vida de que preciso... sem prejudicar as pessoas mais que ocorreria numa sangria, com sanguessuga. Não sou mal nem cruel, Madonna, apenas vivo como devo. Ele inclinou-se para Teresa. Ela se encolheu, enlouquecida pelo medo, estendendo o crucifixo na direção dele. - Não, Madonna - disse ele, gentilmente, segurando-a pelos ombros. - Isso não vai protegê-la agora. Uma pausa e o Conde continuou, quase com tristeza: - Fui criado para temê-lo; foi incutido em meu coração e cérebro que nunca poderia tocar em alguém que se declarasse sinceramente sob a misericórdia de Deus. Enquanto você ainda ignorava o que era, Teresa, enquanto ainda era sinceramente devota em sua fé, eu não poderia passar pelo símbolo de sua crença sincera. E a cruz que você esculpiu nas correntes, pensando em proteger os outros do meu mal, era uma barreira para mim. Mas agora você se tornou má. Não pode mais invocar a proteção de Deus. Para você, a cruz é agora apenas um símbolo vazio... e não pode mais me conter. Ele arrancou o crucifixo da garganta de Teresa, contemplou-o com um olhar triste e largou-o de lado. Talvez eu nunca tenha tido uma alma, mas você, Teresa, jogou a sua fora. É um monstro... terrível demais para viver até entre meu povo. A última coisa que a Condessa viu foi o rosto de Angelo, contraído pela angústia, baixando numa mancha escarlate, na qual ela mergulhou como a morte. Horas depois os aldeões se reuniram para observar o Castelo di Speranza desabar em meio às chamas. Ninguém percebeu o homem silencioso que se embrenhava a cavalo pela floresta, encurvado como se em profunda agonia, encolhido na sela em dor e desespero. Ele não olhou para trás uma única vez, ignorando as chamas, mantendo-se inclinado sobre o pescoço do cavalo, enquanto murmurava sem parar:Teresa... Teresa... Teresa... Permalink Comentários (1) |
Postado em 23/03/2008 às 17:32![]() A Matriarca da Familia Matsumoto morreu e virou vampira!! Pra todos da familia e amigos que curtem RPG online... para quem gosta de vampiros ou de lobsomens... e para quem estiver interesado em jogar... monster game... world 9!!! ja tem alguns membros da familia Matsumoto no jogo... e assim que tiver mais gente pretendemos criar o clã Matsumoto no world 9... para o pessoal que entrou no world 7, se quiserem entrar no clã vao ter q mudar d mundo... talvez depois até possamos criar um clã no mundo 7 tbm... entao gente.. quem quiser entrar no jogo é só entrar aqui: http://world9.monstersgame.com.pt/?ac=vid&vid=280001486 quando voce entra no link vc é mordido por mim... hahaha cujo nome no jogo é Lyriel e quem entrar no mundo 9 ainda encontra lá a BELTANTE que tbm é minha filha no jogo, (quem entrar por este link entra como meu filho, e a familia Matsumoto no monster game nao tem as restriçoes de filhos q tem no Anime Spirits... entao vcs podem criar quantas pessoas quiserem... isto por q quando vc cria um vampiro ou lobsomen vc ganha SANGUEEEE hahaha) e ainda o Kyo!!! familia Matsumoto no Monster Game!!! feliz pascoaaaaa musica: PLANETA AZUL A vida e a natureza sempre a mercê da poluição Inverte as estações do ano, faz calor no inverno e frio no verão Os peixes morrendo nos rios estão se extinguindo espécies animais, e tudo que se planta colhe o tempo retruibui o mal que a gente faz. Onde a chuva caia quase todo dia já não chove nada, o sol abrasador rachando os leitos dos rios secos sem um pingo d´água Quanto ao futuro inseguro será assim de norte a Sul. A terra a lua semelhante a lua, o que será desse planeta Azul? o que será desse Planeta Azul? O rio que desce as encostas já quase sem vida parece que chova no triste lamento das águas ao ver devastada a fauna e a flora é tempo de pensar no verde regar a semente que ainda não nasceu, deixar em paz a Amazônia, preservar a vida estar de bem com Deus. Onde a chuva caia quase todo dia já não chove nada, o sol abrasador rachando os leitos dos rios secos sem um pingo d´água Quanto ao futuro inseguro será assim de norte a Sul. A terra a rua semelhante a lua, o que será desse planeta Azul? o que será desse Planeta Azul? Permalink Comentários (2) |
Postado em 15/12/2007 às 18:12![]() Ao que parece as meninas curtiram a primeira edição do jornal... entao ta aqui mais umas piadas de homens praa voces.. Tigre tigre viva chama... nao se sinta ofendido Tigresinho kawai!! mesmo que a amioria do que diz aqui seja verdade... pelo que conheço de vc nao se encaixa nessas caracteristicas ta? hahahaha O QUE VOCÊ DEVE DAR A UM HOMEM QUE PENSA QUE TEM TUDO? *Uma mulher para ensiná-lo como funciona. POR QUE AS ARANHAS VIÚVAS-NEGRAS MATAM O MACHO DEPOIS DA CÓPULA? *Para acabar com o ronco antes que ele comece. Qual a diferença entre ir a um bar de solteiros e a um circo? No circo os palhaços não falam. Como você descobre que as novelas são fictícias? Na vida real os homens não são afetuosos fora da cama Por que os homens perseguem mulheres com as quais eles não têm a intenção de casar? Pela mesma razão pela qual os cães perseguem carros que eles não têm intenção de dirigir. Qual a diferença entre um marido e um cachorro? 1. O cachorro fica sempre feliz ao vê-la. cachorro só leva alguns meses pra ser ensinado. Por que dormir com um homem é igual a assistir novela? Quando está começando a ficar interessante eles dormem até a próxima vez. O que Deus disse depois de criar o homem? - Acho que eu posso fazer melhor... Só um homem é capaz de comprar um carro de $ 1000 e colocar nele um som de $2000. Por que a psicanálise termina mais rápido para um homem do que para uma mulher? Porque quando chega a hora de voltar à infância eles já estão lá. Por que os homens são como os anúncios comerciais? Você não pode acreditar em uma palavra do que eles dizem. Por que muitas mulheres fingem o orgasmo? Porque muitos homens fingem as preliminares. - Por trás de toda grande mulher existe um homem dizendo que ela o está ignorando - Por trás de todo grande homem existe uma mulher confusa" O que Deus disse depois de criar Eva? - A prática leva à perfeição. Um homem perguntou a Deus: - Deus, por que fizeste a mulher tão bonita? - Para que você pudesse amá-la. - E por que a fizeste tão burra? - Para que ela pudesse amá-lo também. Uma mulher de 35 anos pensa em ter crianças. Em que pensa um homem de 35 anos? Em namorar crianças. Às mulheres que se pensam iguais aos homens falta ambição. POR QUE OS HOMENS QUEREM CASAR COM VIRGENS? *Eles não suportam críticas. COMO SE CHAMA UM HOMEM INTERESSANTE NO BRASIL? *Turista. POR QUE DEUS CRIOU O HOMEM? *Porque vibradores não cortam grama. PORQUE O PÊNIS TEM UM BURACO NA PONTA? *Para oxigenar o cérebro. O QUE TÊM EM COMUM O CLITÓRIS, OS ANIVERSÁRIOS E O VASO SANITÁRIO? *Os homens sempre erram. POR QUE OS HOMENS SÃO COMO OS ANÚNCIOS COMERCIAIS? *Você não pode acreditar em uma palavra do que eles dizem. POR QUE MUITAS MULHERES FINGEM O ORGASMO? *Porque muitos homens fingem as preliminares. POR QUE OS HOMENS NÃO COSTUMAM MOSTRAR SEUS SENTIMENTOS VERDADEIROS? *Porque eles não têm nenhum. POR QUE APENAS 10% DOS HOMENS VÃO PARA O CÉU? *Porque se todos fossem, seria o inferno! QUAL A DIFERENÇA ENTRE HOMENS E PORCOS? *Porcos não viram homens quando bebem. O QUE VOCÊ FAZ SE A SUA MELHOR AMIGA FOGE COM O SEU MARIDO? *Sente falta dela, e também fica com pena dela. QUAL A DIFERENÇA ENTRE UM HOMEM E UM PAPAGAIO? *Você pode ensinar o papagaio a falar cordialmente. O QUE AS MULHERES MAIS ODEIAM OUVIR QUANDO ESTÃO TENDO SEXO DE BOA QUALIDADE? *-Querida, cheguei! POR QUE OS HOMENS NA CAMA SÃO COMO COMIDA DE MICROONDAS? *30 segundos e está pronto. QUAL O NOME DA DOENÇA QUE PARALISA AS MULHERES DA CINTURA PRA BAIXO? *Casamento. O QUE ACONTECEU À MULHER QUE CONSEGUIU ENTENDER OS HOMENS? *Ela morreu de tanto rir e não teve tempo de contar a ninguém. O QUE É QUE TEM 8 BRAÇOS E UM Q.I. 60? *4 caras assistindo a um jogo de futebol. POR QUE É QUE OS HOMENS TÊM A CONSCIÊNCIA LIMPA? *Porque nunca a usaram... SABE COMO UMA MULHER SE LIVRA DE 75 KGS. DE GORDURA INÚTIL? *Pedindo o divórcio. O QUE ACONTECE COM UM HOMEM, QUANDO ENGOLE UMA MOSCA VIVA? *Fica com mais neurônios ativos no estômago do que no cérebro. POR QUE É QUE OS HOMENS GOSTAM DE AMOR À PRIMEIRA VISTA? *Porque economizam tempo e dinheiro em cantadas, flores e convites para jantar. QUANTOS HOMENS SÃO NECESSÁRIOS PARA TROCAR UM ROLO DE PAPEL HIGIÊNICO VAZIO? *Não se sabe; nunca se viu nenhum deles fazendo isso. POR QUE DEUS CRIOU PRIMEIRO O HOMEM, E DEPOIS A MULHER? *R 1: Porque todo grande artista, antes de fazer sua obra prima, faz um rascunho. *R 2: Porque as experiências são feitas com ratos e depois com humanos. POR QUE OS HOMENS NÃO TÊM CRISE DE MEIA-IDADE? *Porque todos param o amadurecimento mental na adolescência. Cantadas toscas e suas respostas Homem: Oi, o cachorrinho tem telefone? Mulher: Tem, por quê, sua mãe tá no cio? Homem : Este lugar está vago? Mulher : Está, e este aqui onde estou também vai ficar se você se sentar aí. Homem : Será que eu já não te vi em algum lugar? Mulher : Claro! Eu sou a recepcionista da clínica de doenças venéreas... não se lembra? Homem : A gente já não se encontrou em algum lugar antes? Mulher : Já, e é exatamente por isso que eu não vou mais lá. Homem : A gente vai para a sua casa ou para a minha? Mulher : Os dois. Você vai para a sua casa e eu vou para a minha. Homem : Eu queria te ligar. Qual é o seu telefone? Mulher : Está na lista. Homem: Mas eu não sei o seu nome. Mulher: Também está na lista. Homem : Se eu pudesse te ver nua, eu morreria feliz. Mulher : Se eu pudesse te ver nu, eu morreria de rir. Homem : Está procurando boa companhia? Mulher : Estou, mas com você por perto vai ficar muito mais difícil encontrar... Homem : Eu quero me dar por completo pra você. Mulher : Sinto muito, eu não aceito esmola. Homem : Ora, vamos parar com isso: nós dois estamos aqui nesta boate pelo mesmo motivo. Mulher : É, pra pegar mulher... Permalink Comentários (8) |
Postado em 03/12/2007 às 13:49![]() O LIVRO NEGRO DE CRUELDADES FEMININAS... 1. Como se chama um homem inteligente, sensível e bonito? R.: Boato. 2. O que deve fazer uma mulher quando seu marido corre em zigue-zague pelo jardim? R.: Continuar a atirar. 3. Pesquisadoras descobriram por que Moisés ficou andando 40 anos no deserto com o povo de Israel ? R.: Um homem nunca pergunta o caminho. 4. Qual é a semelhança entre as nuvens e os homens ? R.: Quando vão embora, o dia fica lindo. 5. Por que os homens não têm período de crise na idade madura? R.: Porque nunca saem da puberdade. 6. Qual é a definição masculina de uma noitada romântica? R.: Sexo. 7. O que se diz de um homem que quer sexo no segundo encontro? R.: É particularmente lento. 8. Qual é o ponto comum entre os homens que freqüentam bares para solteiros? R: Todos eles são casados. 9. Como saber se um homem está mentindo? R.: Seus lábios se mexem. 10. Como um homem chama o amor verdadeiro? R.: Ereção. 11. Qual a semelhança entre o homem e o golfinho? R.: Dizem que ambos são inteligentes, mas nunca se provou. 12. Por que as mulheres não querem mais se casar? R.: Porque não é justo. Imagine, por causa de 100 gramas de lingüiça ter que levar o porco inteiro. 13. Qual a semelhança entre o homem e o microondas? R.: Aquecem em 15 segundos. 4. Qual a semelhança entre o homem e o caracol? R.: Ambos têm chifres, babam e se arrastam. E ainda pensam que a casa é deles. 15. Por que não existe um homem inteligente, sensível e bonito ao mesmo tempo? R.: Porque seria mulher. 16. Antigamente, quando uma moça conhecia um rapaz gentil e educado perguntava logo se era solteiro... R.: Hoje, pergunta se é viado ... ou casado. 17. Qual a semelhança entre um homem e um pão de forma? R: Ambos são quadrados, tem casca grossa e miolo mole. 18. Qual a semelhança entre os homens fiéis e os dinossauros? R: Ambos estão extintos. Permalink Comentários (8) |
Postado em 21/09/2007 às 18:47![]() Mais um jornal de indignação... Mas fazer o que neh? Hoje eu me decepcionei muito com alguém que eu amava... não sei se ainda amo... acho que tenho levado o pessoal do Anime Spirit a sério de mais... Não sei se todos sabem, mas eu conheci a Beltante aqui no AS, ele leu uma fanfic minha e me adicionou no MSN, depois quando vimos ela era de Palhoça também, e da Barra, bem próximo a minha casa. Conheci ela pessoalmente e hoje ela é alguém pela qual eu daria minha vida, é como se ela realmente fosse minha filha, de sangue, não só no AS. E agora, depois de uma idiotice ela saio do AS, não sei se pra sempre, e isso não é importante. Acho que esta parecendo que a idiotice foi dela mesma... mas não foi... Aos nossos amigos em comum eu brincava chamando-a de MELtante, por que os homens sempre se apaixonam por ela, e sempre que eu dizia que era pra dar um fora ela ficava receosa, não sabe dar fora... e por culpa disso aconteceu o que aconteceu... Agora a Beltante ta fora do AS, e a minha confiança naqueles que eu amava caiu e muito... não sei se ainda vou amar do mesmo jeito quem fez essa idiotice... ainda não conversei com ele depois que soube... Briguei com outro dos meus filhos do AS que me era muito importante... mas estamos bem... E quanto a família Matsumoto... Vou conversar com a Deh-cham para criarmos as regras para adoção... essa família jah virou zuera a muito tempo... quando eu e Beltante e Deh criamos a família era apenas os amigos, e eu realmente amava aqueles primeiros Matsumotos, mas depois a família cresceu... e ninguém mais sabe quem deu inicio a família, quem é Motoco, quem é a Deh ou a Beltante... ou por q a família é MATSUMOTO... Estou administrando o grupo da família agora, que entrar? Fala comigo.. diz de quem é filho.. se registra no cartório... quem não é registrado não entra mais... amigos de Matsumoto, simpatizantes, amantes de alguém da família, namorados ou ex-marido.. NÃO ENTRA. Só quem tem o nome.. é filho por parte de mãe? Assumiu o sobrenome do pai? Pois é... não é Matsumoto não posso fazer nada... Vamos colocar ordem na família para que ela não se acabe tah? Só queria terminar dizendo aos meus filhos Loky Kyo Shadow ou Rafael E Deh chan Que são os que mais convivem comigo Que eu ainda amo vocês...mesmo que eu esteja realmente chateada agora... Não sei quem teve algum coisa a ver com a História... mas estou realmente irritada... “cansei de ser boa, agora vou agir com crueldade” Lembrei dessa musica... e tem mais ou menos a ver com o ocorrido... Tenha Dó (Marcelo Camelo) Não vou mais te perdoar, você foi longe demais Meu amor não sou tão só assim. Não consigo entender, me trocar por outro alguém Traição já é demais então, você me diz Que me ama, Que sem mim você não vive, Que foi apenas um deslize, Que você preza pelo meu amor Tenha dó, Não mereces o afago, Nem de Deus nem do Diabo, Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti A saudade vai bater, mas o meu amor se vai O tempo voa e quando vê já foi Não me fale de nós dois, não preciso mais saber Indo embora deixo-te um adeus, ao ouvir dizer Que me ama, Que sem mim você não vive, Que foi apenas um deslize, Que você preza pelo meu amor Tenha dó, Não mereces o afago, Nem de Deus nem do Diabo, Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti Permalink Comentários (2) |
Postado em 19/09/2007 às 15:21![]() A quanto tempo eu não escrevo um jornal?? Mas hoje me senti obrigada a escrever um... A mais ou menos uma semana veio a falecer um dos meus amados filhos Monybuzzi, os acontecimentos que levaram a este acontecimento trágico Eu prefiro não comentar, pois logo após o acontecido, perdi outro membro estimado de minha família, pelos mesmos motivos, mas em decorrência dos acontecimentos da primeira morte. Minha neta amada, mesmo que de pouca convivência comigo, Thais-chan, foi a segunda a falecer, e espero que seja também a ultima. Que os Matsumoto parem de comprar esta briga inutilmente. Eu sei o quanto é difícil, Ainda mais quando a briga começa dentro da família, mas insistir no assunto só trará mais perdas para a família e para os amigos... Aproveito para pedir para todos os homens da família e amigos que por um tempo deixem que Beltante cumpra seu luto descansada. Seu marido mal faleceu e já estão pedindo-a em casamento, sei que ser mãe solteira não é fácil, mas respeitem os sentimentos de minha filha... O REI DO SORVETE Chame o enrolador de charutos, Aquele musculoso, e mande-o bater Libidinosos coalhos em xícaras de cozinha. Que as moças passeiam com as mesmas roupas Que estão acostumada a usar, e que os meninos Tragam flores enroladas em jornais do mês passado. Que o ser seja o final do pareser. O único Rei é o sorvete. Tire da penteadeira de pinho, Onde faltam três puxadores de vidro, aquele lençol Onde ela um dia bordou três vistosos pombos E estenda-o de modo a cobrir seu rosto. Se seus pés unhudos ficarem de fora, é para Mostrar como ela está fria, e muda. Deixe a lâmpada fixar seu lume O único Rei é o do sorvete. †Matsumoto Ann† de Luto Permalink Comentários (2) |
Postado em 26/08/2007 às 02:58![]() Hoje não tem poesia nem cronica... e nem uma introdução muito grande por que meu teclado ta desconfigurado... Essa musica é praticamente o que eu estou ouvindo o dia todo...linda... quem conseguir achar na net, vale a pena ouvir.. SONS, BALADAS E BLUES Ave de Rapina Em que longe, distante Meu coração explode em luz Resto num canto da sala Imagem de dois corpos nus Na tela da televisão A cor sem cor de um sol desbotado Poemas rasgados no chão Olhos cansados, chorados Eu quero mais é luz A luz de toda a minha cor A união de átomos Parte de um mesmo amor Meu corpo é todo voz e vento Meus ombros minha própria cruz Eu quero cantar no vento Meus sons, baladas e blues Qualquer canto eu canto Se meu peio me permitir Da janela de um apartamento Pra que longe tu possas me ouvir Somos constelações de vida Partes de um infinito Eu abro meus braços a tudo Eu rasgo este peito aflito Permalink Comentários (3) |
Postado em 09/08/2007 às 14:24![]() Até que enfim arrumei tempo pra escrever um jornal!!!! rs... Hoje estou estranhamente feliz (muito suspeito) hahaha, então estou postando uma cronica do meu Mestre, MorcegOsmar, e a poesia é da minha filha Rowan Mayfair. Novas aquisições: Belas Maldições: As mais belas e precisas profecias de Agnes Nuter, Bruxa! ( já li a muito tempo, mas amo Neil Gaiman) Coraline ( outro do Neil Gaimam, mas é infantil) Violino ( Anne Rice, minha autora favorita, este livro se passa no Brasil) O tigre e o dragão 11 xxxHolic 3 Death Note 2 Fullmetal Alchimist 12 O estranho mundo de Jack (mangá) Espero que gostem da poesia e da crônica... deixo-as para o Lord Kawai e meu adorado amigo Tigre e meu Mestre morcegOshimaru. Beijos meus lindos!!! Minha própria sombra me perseguia na estrada deserta O frio cortava minha face como as lâminas afiadas e sedutoras de Alucard... O céu estava tão brilhante nesta noite, sua cor pertencia a um azul escuro como o azul do mais revoltoso oceano. Via suas mão lívidas e macias me guiando o caminho... Sua voz doce lamuriando e aquecento meus desejos Ansiava que no final da rua seus lábios estivessem me aguardando ..Encontrei-me, então... no abismo de um pesadêlo ...sem você! "ELO" MorcegOsmar Foram-se os tempos em que andava pelo mundo a cata de migalhas sociais, amordaçado e vilipendiado, aguardando determinações e o veredicto dos outros, um vira-lata acorrentado e impossibilitado de reagir aos inconformismos pessoais. O tempo passou e alterou substancialmente o curso de minha vida, assim como a água interfere nos caminhos da terra. Há males que vem para bem, será mesmo verdade? O mal chegou até mim subrepticiamente, travestido numa mulher, verdadeiro supra sumo da sedução e do desejo; o fogo avassalador da volúpia queimou minhas entranhas e fez de mim um perdido em meio às minhas próprias vontades... Noite após noite, na virada da hora maior, encontrávamo-nos em meio as altas sebes que ladeavam nosso refúgio, um cemitério abandonado que com o passar do tempo acabou por se tornar uma espécie de templo no qual nos entregávamos aos mais obscuros prazeres, e isso tudo num espaço de tempo que acabou por trair minha razão, entorpecido como eu estava. Rasgávamos nossas roupas com a fúria de dois animais irracionais, mas a força de Theodora sobrepujava a minha, sempre! E amortecido por seus beijos tépidos e envolventes, deixava-me possuir passivamente por sua energia luxuriante; nesses momentos meus sentidos acabavam como que transportados para uma outra dimensão, saindo de mim e me vendo nos braços dela e completamente entregue às suas vontades viscerais - nunca, nunca mesmo uma mulher me fizera sentir isso, com uma intensidade e uma vontade desproporcionais a tudo que já sentira em minha vida de mortal. Sim, quero ressaltar muito bem "minha vida de mortal", pois numa dessas noites infernais, morri para o mundo do qual fazia parte, para as pessoas com quem me relacionava, para mim mesmo e minhas próprias vontades e desvontades; tornei-me um novo ser, amante e dependente de minha protetora, a noite, numa morte rápida mas, ao mesmo tempo, repleta de mudanças substanciais no meu novo jeito de ser e estar. De repente, sentí-me dono de mim de um jeito como nunca me vira anteriormente; meus sentidos adquiriram uma desenvoltura tão excitante que podia enxergar o acasalamento de um casal de morcegos a uma distância enorme, com detalhes incrivelmente dimensionais; podia ouvir a respiração e sentir o cheiro das raras pessoas que se aventuravam passar ao longe dos muros do campo santo; minhas pernas eram lépidas demais, e eu percorria longas distâncias numa velocidade incomum sem me cansar; o pulsar de meu coração tornara-se imperceptívelmente lento e um apetite notável se me apresentou numa voracidade e numa vontade que jamais poderia conceber... o sangue humano tornou-se a fonte inesgotável de energias renovadoras do meu corpo de "não-vivo", ao mesmo tempo que o mantinha e o conservava imune ao maior inimigo que os mortais possuem, a velhice - desencadeadora da decrepitude que corrompe células, tecidos, órgãos e a própria vida! Nunca mais fui o mesmo; durante o dia repousava meu corpo frio e inerte no interior de um túmulo completamente comprometido com as interpéries do tempo, e alí permanecia em sono profundo até o pôr-do-sol para, lentamente, voltar a ser o que já era, ou melhor dizendo, naquilo em que me transformei, um vampiro. Sim, tornei-me um vampiro e assim, dono de minhas noites e reinando através das sombras da escuridão, conseguí dividir meu espaço com minha criadora durante vinte e nove anos, até que numa noite de prenilúnio ela foi embora para sempre. Apenas justificou essa sua decisão dizendo que isso era inevitável, fazia parte do restrito mundo da solidão a que fomos comprometidos como filhos das trevas. Há tempos que eu me preparava para esse momento, meu instinto de predador sempre me mostrou isso, e era muito complicado compartilhar um mesmo território, por mais afinidade que pudessemos ter um com o outro; aquela foi uma noite muito especial, também, por ter sido de lua cheia, e fui brindado com a relação sanguínea mais completa que pude ter tido com minha mestra. Trocávamos nosso sangue lenta, pausada e prazeirosamente; vez ou outra, deixávamos de nos sugar e nos abraçávamos fortemente, um colado ao outro, como se formássemos um só corpo, e nossas línguas se entrechocavam numa violência incontida, sem igual - dois seres amaldiçoados num prazer único e hematófago; sabíamos que tudo aquilo representava nossos últimos momentos divididos num só, e a partir de então cada qual partiria imerso na solidão de sua sina para seguir, cada um, sua senda maldita em rumos opostos... Faltavam apenas duas horas para o início de um novo dia, e sabíamos que era chegada a malfadada hora de nos despedirmos. Olhamo-nos profundamente um no outro; quanto tempo permanecemos assim estáticos, como que hipnotizados, nunca saberei dizer, mas sei que aqueles minutos foram suficientes para ficarem gravados em nossas almas; uma profusão de lágrimas de sangue afloraram em nossas pálidas faces, até tornar baça a iridescência do nosso olhar, e nesses parcos momentos, consagramos nossa eternidade com o lento e imperceptível bater de nossos corações em uníssono - um ritual indizivelmentee solene e triste mas, mesmo assim, sentímo-nos recompensados, como se uma alegria passageira nos abrisse seus braços e nos acalentasse enquanto íamos seguindo cada qual sua direção. Muitos anos se passaram e nunca mais tornamos a nos encontrar; o tempo foi o melhor lenitivo para a dor de nossa separação, e tenho certeza que Theodora ainda vive sua negra existência; que seu poder está ainda maior, pois posso sentí-lo, apesar da enorme distância que nos separa; que nosso amor ainda permeia e respira os momentos que fizeram parte de nossa obscura relação; que nosso respeito mútuo reside em reinarmos cada qual em seu território. Ela faz parte de mim, do meu ser; está contida em minhas células diferenciadas, pois ainda carrego em minhas veias e artérias seu poderoso sangue, e até o dia em que eu possa vir a enlouquecer ou, quem sabe, colocar um fim nessa minha existência, muito embora estejamos fechados telepáticamente um para com o outro, estarei sempre ligado e conectado a esse ser diabólico e, ao mesmo tempo, divino que foi e sempre será minha Theodora. É incrível como o amor consegue transcender a tudo e a todos... Permalink Comentários (2) |
Postado em 29/07/2007 às 02:21![]() “São tempos alegres e recompensadores, apesar da falta de alegria ou recompensa” As paredes do quartos se fecham ao meu redor, aprisionando-me em meu próprio mundo. Não mais sei se somos nós mesmos quem fechamos nossas celas e colocamos nossos próprios grilhões... ou se existe algum outro ser que o faz por nós, se existe um outro ser capaz de faze-lo. Presa em minha alcova volto-me para meu pc, (nerds é seu nome) tentando em vão terminar uma outra fanfic, conversar com os amigos e escrever um jornal... a noite esta gelada aqui no Sul, busco um café (quente como o pecado e doce como a vingança), e volto-me para o pc... “os ponteiros deslizam nas engrenagens do tempo” e o cursor permanece no mesmo lugar... nada... Apenas meu lord me fazendo companhia no msn, já passou da 1da manha e não escrevi nada... meus prazos estão acabando, tenho que entregar minhas fanfics, e não consigo finalizar um simples hentai... “Afogo-me tentadoramente em xícaras de sangue fresco”... meu próprio sangue, que escorre pelos pulsos abertos... Olho minha imagem no espelho, fria e insólita... ainda sou eu, embora sem o animo para escrever que sempre tenho... Aos meus amores do AS, minhas filhas rowan-mayfair... que virá me visitar amanha, Deh-chan... que um dia me visitará, Beltante... que esteve aqui em casa hoje e amanha retorna... para o meu lord Sirharrison e meu adorado Tigre... Uma crônica engrassada, que a Bel já postou antes, mas que vale a reprise!!!! EU, VAMPIRO??? Aquela poderia ser uma manhã qualquer não fosse o fato de a campainha tocar às 8 horas e tirar o conde da cama. Acostumado a dormir até mais tarde, ele teve de colocar seu roupão de cetim azul para atender à porta. Uma nesga de luz solar penetrou nos seus olhos, ofuscando sua visão. Mesmo assim, ele pode distinguir o vulto de várias pessoas que se acotovelavam junto à soleira da porta. Vizinhos conhecidos de vista e estranhos, alguns com archotes acesos nas mãos, incoerentemente com a vasta luz solar da manhã. .À frente da turba assanhada, ele reconheceu o dr. Martim, delegado titular da cidadezinha de Retiro Santo. - Conde Milos, desculpe o importúnio a estas horas... - disse sorrindo o delegado. - Importúnio algum, dr. Martim! - sorriu gentilmente o conde - Queira entrar e fique à vontade. Alguns dos que acompanhavam o delegado manifestaram sua intenção de também adentrar na casa, mas o delegado permitiu apenas que dois deles o fizessem. Um deles, o conde já havia visto, era o Juriti, empregado da vendinha onde o conde costumava comprar seus charutos. Ele trazia nas mãos uma estaca pontiaguda. O outro - um mulato magro de olhos esbugalhados de espanto - segurava nervosamente alguma coisa embrulhada num pano de saco de aliagem. - Mas a que devo a visita? - perguntou o conde, oferecendo assento numa das poltronas das sala. - Infelizmente, conde, minha visita não é de cortesia. Eu gostaria que o senhor me acompanhasse até a delegacia para responder a umas perguntas... - Infelizmente não posso fazê-lo, pois não costumo sair à luz do dia - respondeu o conde - Viu só? Viu só? - gritou o mulato assustado, cutucando o delegado. - Cuidado com ele! - advertiu o Juriti. O delegado olhou contrariado para seus dois acompanhantes e continuou: - Bem, assim sendo, acho que posso adiantar as investigações aqui mesmo. - Pergunta pra ele por que ele não pode sair à luz do dia! - cutucou o Juriti. O delegado se impacientou: - Ou vocês me deixam conduzir as diligências ou eu boto os dois para fora daqui! Depois, voltou a sorrir para o conde: - Mas, à propósito: o que o impede de sair à luz do dia? - Como o senhor pode ver, delegado, eu sou completamente albino, os raios do sol fazem mal à minha pele. Além do mais tenho propensão a câncer de pele... - explicou o conde. - Claro, claro! É compreensível. Mas vamos direto ao assunto: o senhor conheceu Carla Martina, dançarina do "Exciting nights"? - Não estou ligando o nome à pessoa... - considerou o conde. - O senhor chupou ela! - gritou o mulato nervosamente assustado. O conde corou visivelmente as maçãs do seu rosto lívido e sorriu sem graça para o delegado. - Doutor, eu me reservo o direito de não comentar meus relacionamentos íntimos... - disse ele. - O senhor me desculpe, conde, cidade pequena, o senhor sabe como é... Esse pessoal é supersticioso demais... Estão acusando o senhor... - O senhor é vampiro! - adiantou-se o Juriti erguendo a estaca de sua mão. - Perdão, delegado, receio não ter entendido direito do que me acusam... - disse o conde. - Eu boto vocês dois para fora daqui já! - gritou o delegado para os dois acusadores - não vou tolerar mais interrupções! - Mas explique-me melhor o que está acontecendo, doutor. Eu já fui várias vezes ao "Exciting Nights", mas não conheço a pessoa a quem o senhor se referiu... - Carla Martina. Foi encontrada morta nesta madrugada num terreno baldio atrás do cartório. Tinha dois furos profundos na garganta e estava totalmente sem sangue... - Manda ele arreganhar os dentes, manda! - sussurou o mulato. O conde ouviu isso e abriu uma sonora gargalhada. Não era preciso ser bom observador para ver que o conde tinha os dentes perfeitamente normais. - Tá se rindo? - disse o mulato, levantando-se do sofá e desembrulhando o que trazia nas mãos pois eu tenho uma surpresinha para o senhor. Dizendo isso, ele avançou para cima do conde, adiantando uma enorme cruz de madeira. Refeito do susto pela ação intempestiva do rapaz, o conde comentou: - Obrigado, mas não estou interessado em mais uma cruz. Eu já tenho várias na minha vida - E, com as mãos, ele mostrou as paredes da casa onde se destacavam vários crucifixos ricamente trabalhados, evidenciando a mania do conde de colecionar cruzes e crucifixos. - Pra mim já chega! - gritou o delegado, levantando-se de supetão do sofá. - Vocês estão me fazendo passar um ridículo aqui... Dizendo isso, ele abriu a porta e colocou os dois capiaus para fora de lá. Com gestos das mãos dispensou os curiosos que aguardavam lá fora e fechou a porta, ficando a sós com o conde. - Até agora, eu não entendi direito qual a acusação que pesa sobre mim... - comentou o conde. - Essa gente parece não ter mais o que fazer! - disse o delegado. - Eles cismaram que tem um vampiro atacando na cidade. E como o senhor é novo por aqui, o senhor sabe... O conde riu às gargalhadas: - A queixa devia vir dos meus empregados. O que eu sugo do sangue dos coitados, fazendo-os trabalhar muitas vezes além do horário. Mas eles são gentilmente remunerados! - Ainda bem que o senhor leva tudo na esportiva! Eu estou constrangido por ter me abalado até aqui por uma acusação dessas. - sorriu apologético o delegado. - Já que está aqui, doutor, permita-me oferecer-lhe um cálice de vinho da minha adega. - propôs o conde, levantando-se. Com isso, ele conduziu o delegado até o porão onde apresentou sua adega farta de toda qualidade de vinhos. - Desde que tomei posse do cargo nesta cidadezinha - comentou o dr. Martim - eu vi que o pessoal daqui era muito simples e crédulo demais... Foi em meados de... - 1960? 1950? - perguntou o conde. - Não! Eu não sou tão velho assim... Foi em 1978. - Eu me referia à safra do vinho. - sorriu o conde. - Ah! Desculpe-me... Se tiver um tinto da safra de 52 eu agradeceria. - Tinto... aqui está! Uma boa safra essa, sem dúvidas- disse o conde pegando uma garrafa - pode ficar com ela. Eu aprecio mais o vinho branco. Dizendo isso, o conde acompanhou até a porta sua visita inesperada que agradeceu e saiu com a garrafa de vinho debaixo do braço. Depois, o conde dirigiu-se ao seu quarto, tirou o roupão e voltou a deitar-se na cama "Admiro um bom apreciador de vinhos" - pensou ele. Como havia perdido o sono, pegou um livro sobre vampirismo e pôs-se a ler. Depois, levantou-se, foi até a cozinha e abriu a geladeira. Sorriu, lembrando-se do ocorrido daquela manhã. - Eu, vampiro... Esse pessoal é mesmo ascético demais. - disse para si mesmo - Mas até que seria bom se eu fosse mesmo um vampiro. Com isso, ele pegou da geladeira uma bombinha de sucção com dois tubinhos e agulhas nas pontas. . - Seria bem mais prático, com toda certeza. - sorriu ele, enquanto lambia das agulhas da bombinha um resto de sangue que ainda não havia coagulado. Escrito por:J.R.Milici Permalink Comentários (1) |
Postado em 22/07/2007 às 23:28![]() Ohaio!! Procurei hoje uma cronica mais bonitinha pra postar... EU NAO TENHO CRONICAS BONITINHAS... aff. hahaha, mas... achei uma que não depre... (nossa q novidadew né??), mas como não é depre... não prometo que nao tem sangue e... algo mais, mas o nome da cronica já diz tudo né??Tenho que começar a colocar classificação de idade nas minhas cronicas hauahauahu. não é uma cronica que eu diga PELOS INFERNUS DE ZANDRU, COMO EU AMO ESSA CRONICA, mas é ... legal, hauahuaahu a poesia é de um amigo meu... ou acho que é... nesse pc eu quase nao tenho poesias, mas um dia eu crio vergonha na cara e digito umas coisinhas que tenho, hahaha... Beltante!!! eu matei a vontade de tomar cerveja!!! hahaha, faltou luz aqui em casa então fui tomar umas!! to virando alcoolatra. hahaha E o rosiel ainda não apareceu, mas a esperança é a ultima que morre, meu gato tem um jeito tao demoniaco que duvido que alguem se atreveria a fazer alguma maldade com ele.. hahaha Hoje vo escrever um Hentai... vo terminar insonia que to enrolando a tempo... hauahauahu Ah, tu és uma tentação, Na qual eu vivo a desejar Cruel, mas tão embriagante. Não suporto a dor, A qual o destino me entregou. Não agüento mais este sofrimento, No qual a vida me deixou. Pois amo-te tanto, E tua distância só me faz sofrer, Amo-te tanto, tanto, E tua falta só me faz chorar. Mas não consigo me controlar. Tu és uma tentação Na qual eu vivo a me perder. Tão encantadora, tão bela. És algo que não consigo, Deixar de venerar. Ah, tu és uma tentação, Na qual eu vivo a desejar. Tão envolvente, tão bela. És algo que não consigo deixar de amar. Mexendo as pernas, ela movimenta seu corpo de forma sublime, jogando seus lindos cabelos loiros para os lados e sempre me olhando com aqueles olhos verdes. Que mulher maravilhosa... Nem dava para acreditar que estava nesta espelunca de bar! Tudo estava enfumaçado e tocava um blues de Ella Fitzgerald. Aquele palco era escuro e havia apenas uma luz.. Uma única luz que iluminava o corpo daquela mulher. Eu já estava na minha segunda dose de vodca. A cada gole que eu dava, um olhar transparecia pelo copo. Até esqueci que estava aqui para prendê-la por assassinato. A polícia, lá fora, estava esperando um sinal, exatamente como pedi. Quando o show acabou, fui para o camarim. Era pequeno, mas cheio de flores, que faziam o local ficar agradável para um tigre como eu, colocado dentro de uma jaula com uma pantera. Ela não fez pergunta alguma. Apenas olhou com raiva por ter invadido seu pobre e pequeno local. Fui golpeado por suas mãos várias vezes até que não agüentar mais e, segurando suas mãos, dei um tapa em sua face, fazendo–a cair na poltrona que ali estava. Ela se levantou e ficou me olhando então... Seus dentes surgiam mais brancos, mais pontiagudos, mais selvagens. Ela não dizia mais nada... Só rosnava! Rosnava como um animal louco pela presa. Avançou em minha direção e começou a arrancar minhas roupas (boa parte com os dentes). Tocou em cada centímetro do meu corpo. Raiva? Paixão? Que se dane! Eu sentia tudo deliciosa e silenciosamente. Ela me possuía por completo. Seus seios dançavam na frente dos meus olhos, enquanto ela sentava e penetrava cada intensidade de prazer em meu corpo. Eu entendia perfeitamente porque ela assassinou seu marido e entendia também que dessa eu não passava. Ela ficou mordendo meu pulso e, sangrando, ela passou pelo seu corpo. Era um banho excitante. Eu podia ver em sua face que ela tinha orgasmos por sangue e sexo. Era um tesão! Tinha que ir até o final. Agarrei seus cabelos e a forçava mexer mais e mais até que ela enfiou as unhas na minhas costas e rasgou até embaixo! Eu gritava, mas não sabia se era prazer ou dor. Ela gritava junto como um uivo de lobo que consegue agarrar a presa. Quando tudo terminou, fiquei ali não sei quanto tempo... Inerte até a policia chegar e ver meu corpo completamente jogado na cama. Aos poucos fui acordando e a única pista que eu tinha para provar que ela esteve ali era a rosa que estava em minhas mãos e uma mensagem. "Se você ficar vivo, nos veremos de novo! — Ass. Veri" Permalink Comentários (0) |
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